Remessas dos emigrantes sobem 2,4% para 3.985 milhões de euros em 2023 e batem novo recorde

As remessas dos emigrantes subiram 2,4% no ano passado, para 3.985 milhões de euros, batendo novamente o recorde, enquanto as verbas enviadas pelos estrangeiros a trabalhar em Portugal cresceram 7,39%, para 570 milhões.

© D.R.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, consultados hoje pela Lusa, os portugueses a trabalhar no estrangeiro enviaram 3.985,57 milhões de euros no ano passado, o que representa uma subida de 2,4% face aos 3.892,26 enviados em 2022.

Como é habitual nos últimos anos, as remessas de emigrantes bateram novamente o recorde no ano passado, já que em 2021 o valor enviado pelos trabalhadores portugueses no estrangeiro foi de 3.707,77 milhões de euros.

Em relação aos estrangeiros a trabalhar em Portugal, o valor enviado para os seus países de origem no ano passado foi de 570,19 milhões de euros, o que representa uma subida de 7,39% face aos 530,96 milhões enviados em 2022 e acima dos 504,17 milhões enviados em 2021, confirmando a tendência de aumento da mão de obra estrangeira em Portugal.

Entre eles, destaque para os trabalhadores brasileiros em Portugal, que enviaram praticamente metade do total das remessas, com 281,35 milhões de euros, o que mostra um aumento de 8,42% face aos 259,49 milhões enviados em 2022 e dos 239,34 milhões de euros enviados em 2021 para o Brasil.

Os emigrantes nacionais a trabalhar nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) enviaram no ano passado 312,76 milhões de euros, o que representa uma redução de 1,36% face aos 317,06 milhões enviados em 2022, mas ainda assim bem acima dos 260,55 milhões enviados em 2021.

Como é hábito, os portugueses a trabalhar em Angola representam a quase totalidade destas verbas, tendo enviado 303,55 milhões de euros, o que representa uma queda de 1,65% face aos 308,4 milhões enviados em 2022 para Portugal.

Últimas de Economia

O Governo vai alargar a atribuição automática do abono de família aos estrangeiros, no âmbito da revisão do regime desta prestação social, anunciou esta quarta-feira a secretária de Estado da Segurança Social.
Portugal foi o Estado-membro da União Europeia (UE) em que o preço das casas mais aumentou na variação homóloga (17,8%) e o segundo em cadeia (3,8%), no primeiro trimestre, divulga hoje o Eurostat.
O CHEGA apresenta hoje um projeto de resolução que recomenda ao Governo um conjunto de medidas fiscais destinadas a aliviar o custo de vida das famílias portuguesas, propondo a redução do IVA sobre os combustíveis e a aplicação de IVA zero a um conjunto de bens alimentares essenciais.
O Tribunal de Contas (TdC) disse hoje que uma auditoria à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) verificou que “não foram corrigidas as deficiências no financiamento da atividade reguladora da aviação civil”, como recomendado pela entidade.
Mário Centeno e Santos Pereira só serão ouvidos a 9 de julho, na sequência de um requerimento apresentado pelo CHEGA, para esclarecerem a compra do novo edifício do Banco de Portugal.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou 1.656 milhões de euros em maio, para 288.659 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A prestação da casa vai subir em julho para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
O prazo para os contribuintes entregarem a declaração de IRS de 2025 termina esta terça-feira, ao fim de três meses, numa altura em que o Portal das Finanças já recebeu seis milhões de declarações.
A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).