Governo francês impõe cortes orçamentais no valor de dez mil milhões de euros

© facebook.com/EmmanuelMacron

 

O decreto, assinado pelo primeiro-ministro Gabriel Attal e pelos ministros da Economia e das Finanças, Bruno Le Maire e Thomas Cazenave, respetivamente, inclui um corte de dois mil milhões de euros para programas de “ecologia sustentável, desenvolvimento e mobilidade”.

O programa dedicado à “energia, clima e pós-mineração” perde mil milhões de euros, enquanto o “fundo para acelerar a transição ecológica nos territórios” perde mais de 400 milhões de euros.

As categorias “trabalho e emprego” e “investigação e ensino superior” são afetadas por reduções orçamentais de 1,1 mil milhões e 900 milhões de euros, respetivamente.

A ajuda pública ao desenvolvimento é cortada em 740 milhões de euros, a assistência no acesso à habitação perde 300 milhões de euros, a polícia francesa 134 milhões de euros e a administração das prisões cerca de 118 milhões.

O Governo tinha anunciado estes cortes em 29 áreas no domingo, para cumprir a meta de manter o défice público em 4,4% do produto interno bruto (PIB) em 2024 e evitar uma descida da classificação da França por parte das agências de notação financeira internacionais.

Isto depois das autoridades reverem em baixa, para 1%, a previsão do crescimento da economia francesa este ano, num contexto de tensões geopolíticas e de abrandamento económico, nomeadamente na China e na Alemanha.

Últimas de Economia

A taxa de poupança das famílias na zona euro diminuiu para 14,2% no segundo trimestre, enquanto a taxa de investimento manteve-se estável em 8,3%, divulga hoje o Eurostat.
A taxa de inflação homóloga da zona euro terá aumentado para 3,8% em setembro de 2026, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida do Eurostat.
O índice dos preços mundiais calculado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) subiu 5,8% em setembro face ao mesmo mês de 2025, foi hoje anunciado.
O Banco de Portugal (BdP) alertou hoje para uma nova burla e apelou às pessoas para terem atenção se receberem um cartão multibanco novo na caixa do correio, já que este pode ser falso.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em agosto, para 3,00%, situando-se acima dos 2,88% do mesmo mês de 2025, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas subiram, no primeiro trimestre, 1,1% na zona euro e 1,2% na União Europeia (UE) na comparação homóloga, com Portugal a registar o maior aumento entre os Estados-membros (16,5%), divulga o Eurostat.
O Tribunal de Contas detetou falhas na informação sobre centenas de milhões de euros distribuídos pelo Estado a fundo perdido. Dos apoios analisados, 526 milhões ficaram sem informação suficientemente clara sobre a respetiva identificação ou finalidade. Conta Geral do Estado de 2025 recebeu um juízo de não conformidade.
O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste aumentou 11 cêntimos na última semana, após ter descido na semana anterior, fixando-se nos 254,22 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O presidente do CHEGA criticou as alterações do Governo ao regime do arrendamento e alertou para o aumento do custo da habitação. "Queremos direitos para quem se mata a trabalhar e não consegue pagar uma casa", afirmou André Ventura.
O Estado registou um excedente de 249,3 milhões de euros até agosto, uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, revelou a síntese de execução orçamental.