Governo francês impõe cortes orçamentais no valor de dez mil milhões de euros

© facebook.com/EmmanuelMacron

 

O decreto, assinado pelo primeiro-ministro Gabriel Attal e pelos ministros da Economia e das Finanças, Bruno Le Maire e Thomas Cazenave, respetivamente, inclui um corte de dois mil milhões de euros para programas de “ecologia sustentável, desenvolvimento e mobilidade”.

O programa dedicado à “energia, clima e pós-mineração” perde mil milhões de euros, enquanto o “fundo para acelerar a transição ecológica nos territórios” perde mais de 400 milhões de euros.

As categorias “trabalho e emprego” e “investigação e ensino superior” são afetadas por reduções orçamentais de 1,1 mil milhões e 900 milhões de euros, respetivamente.

A ajuda pública ao desenvolvimento é cortada em 740 milhões de euros, a assistência no acesso à habitação perde 300 milhões de euros, a polícia francesa 134 milhões de euros e a administração das prisões cerca de 118 milhões.

O Governo tinha anunciado estes cortes em 29 áreas no domingo, para cumprir a meta de manter o défice público em 4,4% do produto interno bruto (PIB) em 2024 e evitar uma descida da classificação da França por parte das agências de notação financeira internacionais.

Isto depois das autoridades reverem em baixa, para 1%, a previsão do crescimento da economia francesa este ano, num contexto de tensões geopolíticas e de abrandamento económico, nomeadamente na China e na Alemanha.

Últimas de Economia

A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.151 euros por metro quadrado em março, um novo máximo histórico e mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).