Ventura quer conduzir o país e deixar PSD no “banco de trás”

Uma carrinha estacionada junto ao local do comício do CHEGA foi o mote para André Ventura dar uma "volta de aquecimento" para o cenário pós-eleitoral, na esperança de deixar o PSD no banco de trás e liderar o próximo governo.

© Folha Nacional

Quando chegou ao Centro Nacional de Exposições de Santarém (CNEMA), o líder do CHEGA tinha à sua espera, estacionada, uma carrinha Bedford vermelha, um clássico com “uns 60 e tal anos”, segundo a estimativa de quem a trouxe.

Na parte de trás um cartaz com a cara de Ventura e os símbolos do CHEGA, apelando ao voto, e as propostas do partido a serem anunciadas a partir de um altifalante.

O presidente do CHEGA foi direto ao lugar do condutor e tentou pôr o veículo a trabalhar, o que se revelou uma tarefa um pouco difícil. Depois de uma ajuda, André Ventura pôs o carro a andar e deu uma pequena volta em frente ao CNEMA, em círculo, regressando ao lugar de onde arrancou.

“Nas eleições tenho que ir mais longe”, afirmou.

Já depois, em declarações aos jornalistas, o cabeça de lista por Lisboa considerou que “hoje o país também está perro, não é fácil conduzi-lo”, mas garantiu que o CHEGA tem “força para isso”.

“Este também foi difícil, o governo provavelmente será um bocadinho mais difícil”, afirmou, deixando um desejo: “Espero no dia 10 conseguir ligar o novo governo”.

Quanto à volta em Santarém, “no fundo foi a prova de arranque só”, disse, ou a “volta de aquecimento”, como comentou o deputado e cabeça de lista por Santarém, Pedro Frazão.

“No dia 10 vamos conduzir pelo país inteiro e atropelar o sistema todo”, considerou.

Questionado se daria boleia ao PSD, afirmou que “se for no banco de trás é uma possibilidade, só no banco de trás”.

“No banco da frente vai o CHEGA”, acrescentou.

Últimas de Política Nacional

Presidente do CHEGA quer saber como Portugal vai pagar as novas fragatas e quanto custarão os juros. Ventura acusa ainda o Governo de ter adotado a “escola Luís Neves”: “Fala quando quer, sobre o que quer.”
Adjuntos, assessores e chefes de gabinete passaram dos corredores do Governo para lugares na Administração Pública. Em 17 casos, entraram em regime de substituição e, em dois, o percurso já terminou com uma nomeação por cinco anos.
Partido liderado por André Ventura questiona o Governo sobre o destino das habitações financiadas pelo PRR e pelo 1.º Direito e exige números sobre os beneficiários. Perante milhares de portugueses à procura de casa e uma oferta pública escassa, o CHEGA defende prioridade para cidadãos nacionais e para quem demonstre uma ligação duradoura e contributiva ao país.
Presidente do CHEGA considera que Luís Montenegro perdeu autoridade sobre o ministro da Administração Interna e avisa que, se não houver uma decisão sobre Luís Neves, o partido admite avançar com uma moção de censura. André Ventura acusa o ministro de ter arrastado o país para um “lamaçal político” e garante que a comissão parlamentar de inquérito é para manter.
Presidente do CHEGA considera “absolutamente razoável” o projeto que proíbe a mudança de sexo em menores de idade e reafirma a intenção de manter a iniciativa, rejeitando o apelo da ONU para que seja retirada ou revista.
Bancada de André Ventura apresentou dois projetos de lei, 14 projetos de resolução e avançou com a comissão de inquérito à liderança de Luís Neves na PJ. Somam-se ainda 28 perguntas dirigidas ao Governo.
A nomeação foi feita pelo presidente do CHEGA, André Ventura, em nome da Direção Nacional, e validada por todos os seus membros. Eduardo Teixeira assume agora um dos dossiês mais exigentes e estratégicos do partido, numa altura em que o forte crescimento autárquico do CHEGA trouxe uma nova dimensão e maiores responsabilidades à estrutura partidária.
Ventura abriu a rentrée do CHEGA com um aviso ao Governo: a descida da idade da reforma vai estar em cima da mesa no Orçamento do Estado (OE2027) e o partido promete não ceder.
O CHEGA pediu hoje audições parlamentares do ministro da Defesa, Nuno Melo, e de um representante da empresa portuguesa NT Group (NTG), para esclarecer questões relacionadas com a aquisição de três fragatas a Itália.
O CHEGA aparece à frente do Partido Socialista (PS) nas intenções de voto dos inquéritos feitos online durante o mês de agosto.