Zelensky afirma que não “haverá portos seguros” para russos no Mar Negro

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, celebrou hoje a destruição do barco-patrulha russo Sergei Kotov num ataque ucraniano nas proximidades da península da Crimeia e avisou que não há “portos seguros” para a Rússia no Mar Negro.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

 

“Não há portos seguros para terroristas russos no Mar Negro e nunca haverá. E não haverá espaço seguro para eles no céu, enquanto a nossa força ucraniana for suficiente. Isto aplica-se tanto ao abastecimento dos nossos parceiros como à nossa produção interna”, observou.

O Presidente ucraniano disse que Kiev está a conseguir demonstrar o seu poderio militar, o que “é evidente no número de aviões russos abatidos”, bem como nas operações bem-sucedidas levadas a cabo pelas Forças Armadas contra a Frota do Mar Negro da Rússia.

“Hoje quero agradecer a todos os nossos soldados, a todas as nossas unidades que estão a restaurar a segurança e o controlo tanto nos céus ucranianos como no nosso mar Negro”, disse Zelensky durante um discurso relatado pela agência de notícias ucraniana Unian.

As autoridades ucranianas afirmaram hoje que afundaram o barco-patrulha russo Sergei Kotov, da Frota do Mar Negro, num ataque realizado de madrugada perto do Estreito de Kerch, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov, junto da península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014.

Os serviços de informações militares do Ministério da Defesa ucraniano indicaram que o “navio inimigo” foi destruído por uma unidade especial com recursos a ‘drones’ navais.

As autoridades de Kiev referiram que um helicóptero de combate também estava a bordo do navio, tornando o ataque num “dois em um”.

Segundo os serviços de informações ucranianos, pelo menos sete membros da tripulação morreram e outros seis ficaram feridos em resultado do ataque, enquanto as forças russas teriam conseguido retirar 50 pessoas que estavam a bordo.

O custo do navio é estimado em 65 milhões de dólares (60 milhões de euros), de acordo com Kiev.

O Ministério da Defesa de Moscovo não comentou a reivindicação do sucesso ucraniano, mas vários blogues militares russos confirmaram a perda do navio.

Os ataques bem-sucedidos com ‘drones’ e mísseis ucranianos são um grande impulso moral para Kiev, numa altura em que as suas forças enfrentam ataques russos ao longo da linha da frente de mais de mil quilómetros e a escassez de soldados, armas e munições.

O desafio da superioridade naval da Rússia também ajudou a criar condições para as exportações de cereais e outras remessas com origem nos portos da Ucrânia no Mar Negro.

O ataque de hoje marca o mais recente uso bem-sucedido dos barcos não tripulados Magura, produzidos internamente na Ucrânia, e que se tornaram num inimigo da marinha russa.

No mês passado, ‘drones’ afundaram o navio anfíbio russo “Cesar Kunikov” e a corveta “Ivanovets”.

Num outro ataque no final de dezembro, a Ucrânia disse ter destruído o navio de desembarque “Novocherkassk” no porto de Feodosia, na Crimeia, com mísseis de cruzeiro de longo alcance.

O Ministério da Defesa russo disse que a embarcação foi apenas danificada no ataque, mas blogues de guerra russos confirmavam que estava perdido, enquanto publicações nas redes sociais de Kiev satirizavam a situação, dizendo que engenheiros ucranianos conseguiam transformar navios em submarinos.

Os militares ucranianos também lançaram uma série de ataques persistentes com mísseis de cruzeiro e ‘drones’ contra instalações de radar russas, meios de defesa aérea e bases aéreas na Crimeia.

Aumentando as preocupações de Moscovo, as forças ucranianas abateram dois aviões russos de alerta e controlo sobre o Mar de Azov em janeiro e fevereiro, privando os militares russos de alguns dos seus mais preciosos meios de recolha de informações, somando-se por sua vez à destruição de vários jatos de combate desde o final do ano passado.

Estes ataques seguiram-se a outros altamente eficientes no início da guerra, incluindo o naufrágio, em abril de 2022, do principal cruzador de mísseis da frota do Mar Negro, o “Moskva”, e um ataque com mísseis em setembro passado ao quartel-general no porto de Sebastopol.

Últimas do Mundo

A afluência às urnas na cidade suíça de Lugano para as eleições presidenciais deste ano em Portugal é a ser maior do que nos anteriores atos eleitorais, apesar da crónica abstenção elevada, sobretudo numa eleição que exige voto presencial.
A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.
O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024 e um recorde nos registos do país, segundo uma estimativa oficial divulgada hoje pelo Governo.
A rede social X anunciou na quarta-feira que implementou medidas para impedir que a sua ferramenta de inteligência artificial Grok dispa "pessoas reais", em resposta às críticas e à pressão das autoridades de vários países.
A autoridade suíça da concorrência anunciou hoje que abriu uma investigação contra a ‘gigante’ americana Microsoft relativamente ao preço das suas licenças.
Portugal determinou na quarta-feira o encerramento temporário da embaixada no Irão, quando ocorrem manifestações massivas contra o regime iraniano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.