CHEGA diz que caravana foi atacada nas Caldas e vai apresentar queixa

O presidente do CHEGA, André Ventura, afirmou hoje que alguns dirigentes do partido foram atacados durante uma ação de campanha nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria, e indicou que vai apresentar queixa.

© Folha Nacional

“Ainda hoje a nossa caravana em Leira foi novamente atacada, foram agredidos e uma jovem de 24 anos foi agredida dentro da carrinha que seguia com o símbolo do CHEGA”, afirmou.

André Ventura, que está em Portimão, discursava num almoço/comício num restaurante daquele concelho algarvio.

“Nós vamos naturalmente apresentar a queixa que temos de apresentar”, indicou, considerando que “o sistema está desesperado” perante a possibilidade de o CHEGA ganhar as eleições, apesar de as sondagens apontarem que continuará como terceira força política.

“Mas quem está igualmente desesperado são estes bandidos que andam pelo país todo a atacar-nos, porque eles sabem que o lugar deles vai ser na prisão a partir do dia 10 de março”, acrescentou.

Sem nomear ninguém em concreto, o presidente do CHEGA considerou que ações como esta são “o sinal do desespero em que eles estão”.

“Já perderam o debate da razão, o debate da racionalidade, já esqueceram a ideia de nos derrotar nos argumentos, estão no ataque, estão na violência e na injúria”, argumentou, garantindo que o CHEGA não se intimida.

Fonte oficial do CHEGA indicou aos jornalistas que esta situação se passou “no centro das Caldas da Rainha” hoje de manhã e relatou que “um rapaz” abriu a porta de uma das carrinhas da caravana de campanha do partido, que estavam identificadas com bandeiras, despejou “um pacote de sumo por cima da cabeça” da condutora e “puxou-a para fora da carrinha”.

“Depois, dirigiu-se aos outros carros e arrancou as bandeiras, danificou os carros com pontapés, partiu retrovisores e cuspiu nas pessoas”, acrescentou, indicando que estavam presentes quatro pessoas do partido.

A mesma fonte indicou que o “presidente da distrital de Leiria foi falar com a polícia” mal se deu esta situação e já foi feito “relatório da ocorrência”.

O CHEGA pôs também a circular um vídeo filmado de dentro de um carro, do lugar do passageiro, onde se vê um homem a dirigir-se à viatura e a arrancar as bandeiras que estão colocadas nas janelas.

No vídeo ouve-se o homem, com a garrafa na mão, a gritar “fascistas” e a tentar abrir a porta do lado do condutor.

Contactada pela Lusa, fonte da PSP indicou que o caso foi comunicado telefonicamente.

Ver vídeo da agressão aqui.

Últimas de Política Nacional

Foram várias as ameaças de morte que André Ventura, líder do CHEGA, recebeu nas redes sociais, após publicar um vídeo sobre a fuga de um detido do Tribunal de Ponte de Sor e a alegada emboscada montada à GNR para facilitar a evasão.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu o encerramento de esquadras da PSP em Lisboa, numa decisão que está a gerar preocupação sobre o futuro da segurança nas grandes cidades.
A guerra interna no PSD na freguesia das Avenidas Novas, em Lisboa, voltou a rebentar e já ameaça provocar uma crise política sem precedentes numa das maiores juntas da capital. Um acordo promovido por Carlos Moedas e pela liderança distrital do PSD durou apenas 10 dias antes de colapsar em acusações mútuas, suspeitas de favorecimento e denúncias de “tachos” para familiares.
O CHEGA leva esta quinta-feira ao Parlamento um conjunto de propostas centradas no reforço da autoridade das forças de segurança, na proteção dos agentes policiais e no combate à criminalidade, depois de o partido ter fixado a ordem do dia no debate parlamentar.
A Polícia Judiciária realizou esta quinta-feira uma operação de buscas relacionada com suspeitas de corrupção em concursos públicos para aluguer de helicópteros de combate a incêndios. Entre os alvos está Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
José Sócrates, antigo primeiro-ministro socialista, vai começar a ser julgado esta quinta-feira no Tribunal Administrativo de Lisboa no âmbito da ação em que exige uma indemnização ao Estado português devido à duração do processo Operação Marquês.
O líder do CHEGA disse esta terça-feira que terá sido por pressão do PS que o presidente do Tribunal Constitucional comunicou a decisão de renunciar às funções e defendeu que o parlamento deve marcar já a eleição dos novos juízes.
O presidente do CHEGA criticou hoje o PSD por inviabilizar uma comissão de inquérito à Operação Influencer com "motivos fúteis" e perguntou de que "tem medo" o partido de Luís Montenegro, reiterando que a forçará a partir de setembro.
A Assembleia Municipal de Oeiras rejeitou uma proposta apresentada pelo CHEGA que defendia a transmissão pública das reuniões da Câmara Municipal e das Assembleias de Freguesia do concelho.
O CHEGA entregou este domingo a proposta de constituição de um inquérito parlamentar à Operação Influencer para aferir a legalidade da intervenção do ex-primeiro-ministro António Costa em processos ligados ao lítio, hidrogénio e ao centro de dados de Sines.