Israel reivindica a morte de 100 combatentes do Hamas em Khan Yunis

O Exército israelita assegurou hoje que matou cerca de 100 combatentes em “incursões seletivas” e ataques aéreos durante 11 dias de ofensiva no bairro residencial de Hamad, em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza.

©Facebook Israel Reports

Segundo fontes médicas locais, nestas operações também foram mortos dezenas de civis.

“As operações incluíam incursões seletivas contra agentes terroristas e infraestrutura estabelecida em edifícios de vários andares, durante as quais foram aproximadamente eliminados 100 terroristas”, assinalou hoje um comunicado militar, que se referiu a “mais de 100 ataques aéreos” em coordenação com tropas terrestres.

Segundo o comunicado, também foram detidos e interrogados diversos milicianos do Hamas, incluindo um comandante das forças de elite Nukhba, e que permitiu “dirigir as forças a outras infraestruturas” onde haveria mais combatentes, incluindo túneis e engenhos explosivos.

A invasão terrestre do bairro de Hamad, na sua maioria residencial e com cerca de 5.000 habitantes, foi desencadeada em 03 de março quando tanques israelitas cercaram a zona e iniciaram a destruição de diversas infraestruturas. Em simultâneo, altifalantes instalados em ‘drones’ pediam à população para abandonarem o local, indicou a agência palestiniana Wafa.

A mensagem transmitida pelos ‘drones’ israelitas indicava: “A todos os residentes da cidade de Hamad, estais numa zona de combate perigosa, o Exército israelita está a atuar nas proximidades”. E exortava a população a deslocar-se para a vizinha região de Al Mawasi e em direção à cidade de Deir al Balah.

Fontes médicas indicaram que, desde o início desta ação militar israelita, foram mortos dezenas de civis em ataques e bombardeamentos contra habitações deste bairro financiado pelo Qatar, indicou a agência Wafa, para além das vítimas registadas “na localidade vizinha de Bani Suhaila e em outras áreas do norte de Khan Yunis”.

Em mais de cinco meses do atual conflito, e na sequência dos ataques do Hamas em 07 de outubro, cerca de 31.300 pessoas já foram mortas pelos militares israelitas na Faixa de Gaza – 72% mulheres e crianças segundo ministério da Saúde local controlado pelo Hamas – e outras 73.000 ficaram feridas. Calcula-se ainda que cerca de 8.000 corpos permaneçam debaixo dos escombros.

Últimas do Mundo

Estudo analisou quatro mil condenações em 24 anos e aponta maior risco nos primeiros anos de residência. Governo endurece regras de imigração e cidadania.
Três pessoas morreram e outra ficou ferida hoje depois de terem sido atingidas por disparos de armas de fogo numa cidade do estado de Nova Gales do Sul, Austrália, disseram as autoridades policiais.
Os comboios suburbanos estão parados em toda a região espanhola da Catalunha por tempo indeterminado depois de um acidente na terça-feira em que morreu uma pessoa e cinco mortes com gravidade.
Federação Nacional dos Sindicatos de Explorações Agrícolas (FNSEA) espera mobilizar esta terça-feira até 700 tratores e 4.000 manifestantes em Estrasburgo.
Cerca de 1.520 milhões de turistas viajaram para o estrangeiro em 2025, um ano "recorde", segundo uma estimativa publicada hoje pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca, em particular, um forte dinamismo em África e na Ásia.
O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.
Mesmo com Espanha mergulhada no luto após a tragédia ferroviária que matou 39 pessoas em Adamuz, o Governo manteve esta segunda-feira a redistribuição aérea de imigrantes ilegais a partir das Canárias, transferindo mais de 180 pessoas para Madrid.
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 111, com três desaparecidos e 98 pessoas feridas, segundo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) consultado hoje pela Lusa.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês) alertou hoje para o risco de resistência antimicrobiana com o uso frequente de doxiciclina na profilaxia pós-exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
Habitação mista criada para “promover a integração” acabou marcada por denúncias de violações, assédio sexual e violência. Queixas repetidas foram ignoradas e só anos depois houve detenções.