Governo irlandês quer legislar com urgência para poder devolver migrantes ao Reino Unido

O Governo irlandês quer legislar com urgência para poder enviar de volta migrantes para o Reino Unido, confrontado com um afluxo do país vizinho na sequência da política britânica de expulsões para o Ruanda.

© Facebook de Simon Harris

Segundo o Governo irlandês, 80% das chegadas recentes de estrangeiros ilegais são feitas através da fronteira terrestre, aberta ao abrigo do acordo de paz de 1998, entre a província britânica da Irlanda do Norte e a República da Irlanda.

Questionado numa entrevista transmitida este domingo pela Sky News, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, falou do efeito dissuasor da lei, aprovada esta semana, que deverá permitir ao Reino Unido deportar em breve migrantes para o Ruanda.

Segundo o meio público irlandês RTE, citando um porta-voz do primeiro-ministro, Simon Harris (centrista), o governante terá pedido à sua ministra da Justiça que apresentasse propostas na próxima semana para alterar a lei atual relativa à designação de países terceiros seguros e permitir o reenvio para o Reúno Unido de requerentes que não sejam elegíveis para proteção internacional.

Esta é “uma medida entre muitas outras que estamos a tomar para fortalecer o nosso sistema e garantir que seja forte, eficiente e ágil”, disse o porta-voz.

Segundo o porta-voz, o chefe do Governo irlandês “não comenta a política migratória de outro país”, mas sublinha “a importância de proteger a integridade do sistema migratório na Irlanda”.

O país de cinco milhões de habitantes, membro da União Europeia, tem sido atormentado nos últimos meses por tensões crescentes sobre o alojamento de migrantes, com um aumento de manifestações hostis, por vezes pontuadas por incidentes.

Na RTE, a ministra da Justiça irlandesa, Helen McEntee — responsável pelos assuntos internos — revelou no sábado que iria discutir o regresso dos migrantes ao Reino Unido com o ministro do Interior britânico, James Cleverly, durante uma visita a Londres na segunda-feira.

“O que fica claro na decisão que o Reino Unido tomou ao escolher o Brexit é que está a assistir a um aumento de requerentes de asilo no seu país”, declarou.

A governante disse ainda que a sua preocupação como ministra da Justiça é garantir “um sistema e estruturas de imigração eficazes”.

“É por isso que apresentarei legislação de emergência esta semana, para garantir que possamos realmente devolver as pessoas de forma eficaz ao Reino Unido”, acrescentou.

Últimas do Mundo

As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.
O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.
Um português de 26 anos morreu após uma violenta agressão numa rua espanhola, num caso que está agora a ser investigado pelas autoridades de La Rioja.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa Temu em 200 milhões de euros por não detetar devidamente produtos ilegais, referindo que encontrou à venda na plataforma brinquedos para bebés, joias ou carregadores com elevados riscos de segurança.
Os aeroportos europeus estão a registar esperas até 3,5 horas nos controlos fronteiriços em períodos de pico e antecipam um verão “particularmente difícil”, apontando falta de efetivos e falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.