23 Maio, 2024

Revisionismo sem respeito pelos portugueses

© Folha Nacional

Associada às comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 a Guerra Colonial representa um papel importante na nossa História.

Teve as suas razões para a origem, para o seu desenvolvimento e para o seu fim.

Muitas interpretações e opiniões podem ser feitas, com mais ou menos juízos de valor ou estados de alma. Talvez a verdadeira história da guerra colonial nunca venha a ser conhecida, tais foram os interesses da geopolítica internacional que determinaram o curso da guerra e do pós-guerra, para os mais esquecidos leiam e estudem a origem das guerras civis em Angola e Moçambique no pós-independência.

Neste momento de celebração da liberdade, é fundamental não esquecermos quem, de 61 a 74 cumpriu o seu dever com bravura e sentimento de Missão.

Os ex-combatentes são portugueses, convém não esquecer e merecem todo o nosso respeito, protecção e compensação por terem dado a sua vida a cumprir o seu juramento de bandeira. É uma grosseira ofensa a todos os militares, independentemente da sua patente, a forma ignóbil com que a esquerda fundamentalista, populista e radical se refere à guerra no Ultramar. No conforto do sofá, é fácil criticar. No campo de batalha é que é difícil ser português sem abdicar de o ser e cumprir a Missão para a qual foram incumbidos.

Esta esquerda em negação constante não respeita os portugueses e procura deturpar a realidade e os factos e fazer, constantemente, o revisionismo da História de Portugal porque “acham” que está errado. O problema é “acharem” e não pensarem. E quando começarem a pensar lembrem-se dos efeitos da guerra, psicológicos, físicos, familiares, sociais e famílias destruídas pelos que já não voltaram pelo seu próprio pé. 

Sejam sinceros e assumam-se, se lhes incomoda a Bandeira Nacional com as quinas e a esfera armilar, se os Descobrimentos e a Guerra Colonial os incomodam estão no seu direito. O que não estão no seu direito é de ofender a memória colectiva, a História e os portugueses e as portuguesas.

Como disse Ramalho Eanes, “só entende a guerra quem faz a guerra”.

Haja respeito.

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