Reunião entre China e EUA sobre riscos da IA foi “profunda e construtiva”

A reunião entre os Estados Unidos e a China em Genebra, Suíça, para partilharem as respetivas abordagens nacionais no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA), foi "profunda, profissional e construtiva", descreveu hoje a parte chinesa.

© D.R.

 

A reunião foi copresidida pelo diretor do Departamento para a América do Norte e Oceânia do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Yang Tao, e pelo enviado especial adjunto para as Tecnologias Críticas e Emergentes do Departamento de Estado dos EUA, Seth Center.

Sublinhando que a IA é a tecnologia emergente que “atrai atualmente mais atenção”, a delegação chinesa indicou que Pequim quer que esta se “centre nas pessoas” e “seja benéfica, segura e justa”, de acordo com o comunicado divulgado pela diplomacia chinesa.

A China “apoia o reforço da governação global da IA”, defende “o papel das Nações Unidas como o principal canal” e está disposta a “reforçar a comunicação e a coordenação com a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, para formar um quadro de governação global” para esta tecnologia, lê-se na mesma nota.

Os funcionários chineses também declararam a “posição firme contra restrições e pressões dos Estados Unidos no domínio da IA”, embora “ambas as partes reconheçam as oportunidades e os riscos associados ao desenvolvimento” desta nova tecnologia.

Washington impôs, no ano passado, controlos de exportação para a China de ‘chips’ semicondutores avançados e do equipamento necessário para os fabricar. Os semicondutores são essenciais para a produção de sistemas de Inteligência Artificial, mas têm também utilização militar, incluindo no desenvolvimento de mísseis hipersónicos.

O encontro em Genebra foi a primeira reunião do Diálogo Intergovernamental China – EUA sobre Inteligência Artificial.

As negociações, que os líderes norte-americano e chinês, Joe Biden e Xi Jinping, respetivamente, concordaram em lançar durante um encontro em São Francisco, em 2023, visam abrir o diálogo bilateral entre as duas maiores economias do mundo – e cada vez mais, rivais geopolíticos – sobre uma tecnologia em rápida evolução que já está a ter consequências para o comércio, estilos de vida, cultura, política, segurança ou defesa nacional.

A China defendeu anteriormente que o futuro da Inteligência Artificial deve ser “decidido por todos os países” e que as suas regras não devem ser “ditadas pelos países desenvolvidos”.

Pequim também sublinhou o “respeito pela soberania e não interferência nos assuntos dos outros países” e a “garantia de que a Inteligência Artificial permanece sob controlo humano”.

Últimas do Mundo

Estudo analisou quatro mil condenações em 24 anos e aponta maior risco nos primeiros anos de residência. Governo endurece regras de imigração e cidadania.
Três pessoas morreram e outra ficou ferida hoje depois de terem sido atingidas por disparos de armas de fogo numa cidade do estado de Nova Gales do Sul, Austrália, disseram as autoridades policiais.
Os comboios suburbanos estão parados em toda a região espanhola da Catalunha por tempo indeterminado depois de um acidente na terça-feira em que morreu uma pessoa e cinco mortes com gravidade.
Federação Nacional dos Sindicatos de Explorações Agrícolas (FNSEA) espera mobilizar esta terça-feira até 700 tratores e 4.000 manifestantes em Estrasburgo.
Cerca de 1.520 milhões de turistas viajaram para o estrangeiro em 2025, um ano "recorde", segundo uma estimativa publicada hoje pela Organização Mundial do Turismo (OMT), que destaca, em particular, um forte dinamismo em África e na Ásia.
O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz (Córdova), Espanha, subiu de 40 para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.
Mesmo com Espanha mergulhada no luto após a tragédia ferroviária que matou 39 pessoas em Adamuz, o Governo manteve esta segunda-feira a redistribuição aérea de imigrantes ilegais a partir das Canárias, transferindo mais de 180 pessoas para Madrid.
O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 111, com três desaparecidos e 98 pessoas feridas, segundo balanço do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) consultado hoje pela Lusa.
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês) alertou hoje para o risco de resistência antimicrobiana com o uso frequente de doxiciclina na profilaxia pós-exposição a doenças sexualmente transmissíveis.
Habitação mista criada para “promover a integração” acabou marcada por denúncias de violações, assédio sexual e violência. Queixas repetidas foram ignoradas e só anos depois houve detenções.