UE insta Israel a parar imediatamente operação militar em Rafah

A União Europeia (UE) instou hoje Israel a parar imediatamente a sua operação militar em Rafah, que "exacerba ainda mais" a situação em Gaza e coloca "uma grande tensão" na relação do bloco europeu com o país.

© Facebook Josep Borrell

“Se Israel continuar a sua operação militar em Rafah, inevitavelmente colocará uma grande tensão na sua relação com a UE”, disse o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Josep Borrell, num comunicado.

O bloco europeu apelou a Israel que “pare imediatamente a sua operação militar em Rafah”, uma vez que “está a prejudicar ainda mais a distribuição de ajuda humanitária em Gaza e a causar mais deslocamentos internos, exposição à fome e sofrimento humano”.

Cerca de 1,4 milhões de civis palestinianos estão concentrados em Rafah e nos seus arredores, mas foi pedido que deixem a área porque, segundo as Nações Unidas, não é considerada segura.

Embora a União Europeia reconheça o direito de Israel de se defender, deve fazê-lo de acordo com o direito humanitário internacional e proporcionar segurança aos civis, sublinhou Borrell, apelando aos israelitas que “se abstenham de exacerbar ainda mais a já grave situação em Gaza” e também para reabrir a passagem de fronteira de Rafah.

Ao abrigo do direito humanitário internacional, Israel deve permitir e facilitar a passagem sem entraves de ajuda humanitária aos civis, recordou a UE.

O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) já deixou claro o dever de Israel de facilitar o envio de ajuda humanitária aos civis nos seus despachos de 26 de janeiro e 28 de março.

Neste sentido, a União Europeia condenou também o ataque do Hamas à passagem de Kerem Shalom, que prejudicou ainda mais a entrega de ajuda humanitária.

os 27 instaram todas as partes a redobrarem os seus esforços para alcançar um cessar-fogo imediato e a libertação incondicional de todos os reféns israelitas detidos pelo Hamas.

Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza na sequência dos ataques do Hamas de 07 de outubro de 2023, que causaram em território israelita cerca de 1.200 mortos e fizeram mais de 200 reféns. A ofensiva militar israelita em Gaza causou até agora mais de 35.000 mortos, segundo as autoridades do território palestiniano.

Últimas do Mundo

A afluência às urnas na cidade suíça de Lugano para as eleições presidenciais deste ano em Portugal é a ser maior do que nos anteriores atos eleitorais, apesar da crónica abstenção elevada, sobretudo numa eleição que exige voto presencial.
A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores.
O número de mortos no incêndio que destruiu um complexo residencial em Hong Kong no final de novembro subiu para 168, anunciaram hoje as autoridades, confirmando tratar-se do balanço final após a conclusão das operações de identificação.
Espanha recebeu no ano passado 97 milhões de turistas internacionais, mais 3,5% do que em 2024 e um recorde nos registos do país, segundo uma estimativa oficial divulgada hoje pelo Governo.
A rede social X anunciou na quarta-feira que implementou medidas para impedir que a sua ferramenta de inteligência artificial Grok dispa "pessoas reais", em resposta às críticas e à pressão das autoridades de vários países.
A autoridade suíça da concorrência anunciou hoje que abriu uma investigação contra a ‘gigante’ americana Microsoft relativamente ao preço das suas licenças.
Portugal determinou na quarta-feira o encerramento temporário da embaixada no Irão, quando ocorrem manifestações massivas contra o regime iraniano, anunciou hoje o Ministério dos Negócios português.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou hoje que 2025 foi um dos três anos mais quentes desde que há registos.
A Google atualizou a sua política de controlo parental para que os pais tenham de dar o seu consentimento antes que um menor possa desativar a supervisão parental gerida pelo ‘Family Link’ na sua conta Google.
A coproprietária do bar La Constellation, na estância de esqui suíça Crans-Montana, onde morreram 40 pessoas num incêndio em 01 de janeiro, incluindo uma portuguesa, ficou hoje em liberdade condicional, decidiu o tribunal do cantão de Valais.