Governo vai pedir no próximo mês entrega dos 713 milhões de euros do PRR retidos por Bruxelas

O Governo vai pedir no próximo mês a Bruxelas a entrega dos 713 milhões de euros que ficaram retidos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), anunciou hoje o ministro da Coesão Territorial.

Site oficial do Governo de Portugal

“Conforme veio recentemente a público, já foram assinados os contratos que faltavam para completar as metas equivalentes ao 3.º e 4.º pedidos de pagamento. Por isso, no próximo mês, pediremos a entrega dos 713 milhões de euros que ficaram retidos em Bruxelas. Podemos agora concentrar-nos em reunir as condições para apresentar o 5.º pedido de pagamento”, afirmou Manuel Castro Almeida.

O governante falava durante o encontro anual do Plano de Recuperação e Resiliência, que hoje decorre em Lisboa, onde também disse que nos próximos meses deverão ser lançadas obras num valor superior a dois mil milhões de euros se o país não quiser perder fundos.

O ministro considerou ser essencial recuperar os atrasos na aplicação do PRR e salientou ainda que, no âmbito do Portugal 2030, o Governo definiu como objetivo “que no final deste ano de 2024 as candidaturas não demorem mais do que 60 dias a serem evidenciadas e que os pagamentos não excedam os 30 dias”.

“Pois bem, estou confiante de que no final deste ano o PRR irá cumprir prazos ainda mais ambiciosos do que os definidos para o Portugal 2030”, afiançou, considerando que, em matéria de prazos, o PRR terá de dar “uma volta de 180 graus”.

Castro Almeida destacou que muitas das metas do PRR terão de ser contratualizadas “imediatamente com os beneficiários finais, sob pena de não serem cumpridas dentro dos prazos”, nomeadamente as que são relativas a escolas, centros de saúde, habitações e residências universitárias.

De acordo com o ministro, serão mais de dois mil milhões de euros de obras de construção civil a lançar nos próximos meses, o que “não é uma tarefa fácil”.

“Se os contratos para estes investimentos não forem assinados no início do verão e se os concursos para as empreitadas não forem lançados nos dias imediatamente a seguir, não conseguiremos que as construções se iniciem no próximo outono. E então não seria possível garantir o cumprimento dos prazos”, afirmou.

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar a actual incerteza” devido à guerra no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 15,9% até fevereiro, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 13,3% e o consumo de cimento diminuiu 9,8%, segundo a AICCOPN.
A taxa de inflação anual da zona euro teve, em abril, um aumento mensal de 0,4 pontos percentuais para os 3,0%, puxada pelo segundo mês pela forte subida dos preços da energia, estimou hoje o Eurostat.
Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em abril para o valor mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o clima económico aumentou, depois de ter diminuído em março.
A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.