Mais de 9.000 doentes oncológicos inscritos para cirurgia ultrapassaram tempo recomendado

Mais de 266.000 utentes estão neste momento inscritos para cirurgia, dos quais mais de 74.000 acima dos tempos máximos de resposta garantida (TMRG), sendo que destes, 9.374 são doentes oncológicos, avançou hoje a ministra da Saúde.

© D.R.

 

“Esta é uma preocupação absolutamente fundamental” do Plano de Emergência da Saúde, assim como os mais de 65 mil doentes não oncológicos que estão acima dos TMRG à espera de serem atendidos em “áreas tão importantes” como a ortopedia, a cirurgia geral, a otorrinolaringologia e a urologia, disse Ana Paula Martins.

Na conferência de imprensa em que foram apresentadas as medidas para o setor aprovadas em Conselho de Ministros, a governante alertou também para as mais de 45 mil consultas de especialidade que estão acima dos TMRG, de um total de 891 mil inscritos, sendo que mais de 10 mil doentes são considerados “muito prioritários”.

Por outro lado, há mais de 2.000 situações sociais em internamento hospitalar, assinalou.

Relativamente às urgências, observou que, em 2023, das cerca de 6,2 milhões de casos nas urgências, cerca de 2,3 milhões (37%) são casos não urgentes, mas que “merecem atenção”.

“São casos que precisam de ser atendidos, mas que não precisam de hospitais complexos de fim de linha, de equipas muito diferenciadas, que devem ser reservadas para as situações mais complexas”, disse a ministra.

Destacou ainda que 40% das urgências na área da obstetrícia e ginecologia são casos ginecológicos não urgentes, e, dos 86 mil nascimentos em Portugal, 77% ainda são realizados no Serviço Nacional de Saúde.

A ministra salientou que estas situações merecem uma resposta imediata, como é o caso das listas de espera em oncologia.

“Temos de nos preocupar com aqueles que não vão poder ficar à espera e por isso temos de criar um sistema”, com “uma organização diferente, um estímulo diferente, uma mobilização dos profissionais diferente, para garantir que “nenhum residente em Portugal com um problema oncológico que precise de uma resposta fique à espera”, salientou.

Para isso, o Governo vai atribuir incentivos adicionais aos hospitais públicos para garantir que os doentes oncológicos que ultrapassem os tempos de espera recomendados sejam operados num prazo máximo de três meses, segundo o Plano de Emergência da Saúde, a que a Lusa teve acesso.

Para garantir o apoio a estes doentes e cumprir as metas propostas, será reforçado o envolvimento do SNS24, se necessário, para facilitar o agendamento fora do hospital de residência do doente.

Ana Paula Martins salientou que o plano hoje apresentado é “fundamentado em duas áreas essenciais”, uma é “a resposta às pessoas” e a outra “a valorização dos profissionais”, porque “sem todos eles, sem exceção, não há nem plano de emergência nem Serviço Nacional de Saúde, nem sistema de saúde”.

Últimas do País

Cinco mulheres, vestidas de forma cuidada e com aparência de clientes comuns, terão levado a cabo um assalto planeado na IKEA de Matosinhos, utilizando as caixas de autoatendimento para registar móveis antes de fugirem rapidamente com bens avaliados em milhares de euros.
Homem de 25 anos terá continuado a contactar menores mesmo após a primeira detenção. A investigação já identificou pelos menos 14 vítimas.
A operação mais recente levou à detenção de cinco suspeitos, três dos quais ficaram em prisão preventiva. O bairro continua sob vigilância apertada das autoridades.
Um homem de 37 anos é acusado de assediar jovem de 18 anos até consumar o crime numa casa de banho do espaço onde trabalhava.
Pelo menos seis disparos ouvidos numa zona com crianças e famílias. Autor fugiu e está a monte.
A Ordem dos Médicos anunciou hoje a abertura de um inquérito a uma médica de Benavente, no distrito de Santarém, por alegadamente receber verbas indevidas para viabilizar reformas por invalidez.
Um homem detido na quarta-feira, em Abrantes, suspeito da prática de diversos crimes de abuso sexual de crianças, sobre a sua filha menor, atualmente com 13 anos, ficou em prisão preventiva, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
O Metropolitano de Lisboa está hoje fechado devido a uma greve de 24 horas dos trabalhadores, constatou a Lusa na estação Colégio Militar/Luz, tendo indicado também no site da Internet da empresa de que todas as linhas estão encerradas.
A GNR registou, nos primeiros três meses do ano, 4.179 infrações relacionadas com o uso de telemóvel ao volante, um comportamento de risco que tem aumentado e teve em 2025 o valor mais alto dos últimos três anos.
As candidaturas a apoios para reconstrução de casas danificadas pelo mau tempo atingiram as 34 mil, disse hoje à agência Lusa o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes.