Zelensky saúda autorização dos EUA para utilização de armamento em território russo

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou hoje como “um passo em frente” a decisão de Washington de autorizar Kiev a usar armamento proveniente dos Estados Unidos da América (EUA) para atingir determinados territórios russos perto da fronteira.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

 

“É um passo em frente em direção ao objetivo de que falamos previamente, vai permitir-nos defender as pessoas que vivem nas localidades ao longo da linha de fronteira”, disse Zelensky durante uma conferência de imprensa conjunta com os líderes dos países nórdicos em Estocolmo (Suécia), confirmando ter sido informado da decisão norte-americana.

Nas mesmas declarações, Zelensky também se referiu à necessidade de a Ucrânia terminar com a hegemonia aérea russa e voltou a pedir mais sistemas de defesa antiaérea, um número suficiente de aviões de combate F-16 e equipamentos para neutralizar os ataques inimigos na origem, atingindo alvos dentro da Rússia.

O líder ucraniano disse não poder revelar mais detalhes sobre as condições em que os EUA irão permitir à Ucrânia atacar território russo com as armas que estão a receber.

Fontes da administração norte-americana citadas pela agência noticiosa espanhola EFE indicaram que a Casa Branca (presidência) deu autorização à Ucrânia para atacar objetivos militares situados em território da Federação Russa e que o Exército russo utiliza para atacar a região de Kharkiv, noroeste da Ucrânia e perto da fronteira comum.

Em meados de maio, as forças russas abriram uma nova frente de combate na região de Kharkiv com uma ofensiva desencadeada a partir do lado russo da fronteira, e com ataques à capital regional de Kharkiv – a segunda maior cidade da Ucrânia – com mísseis, artilharia e ataques aéreos por aparelhos que não entram no espaço aéreo ucraniano.

Moscovo justificou esta ação pela necessidade de estabelecer uma “zona tampão” junto à sua fronteira que evitasse os frequentes ataques ucranianos ao seu território, em particular na região de Belgorod, com um balanço de dezenas de mortos civis.

Os EUA e a maioria dos aliados ocidentais da Ucrânia impediam até ao momento Kiev de utilizar o armamento que fornecem para atacar território russo devido ao receio de represálias de Moscovo. No entanto, e nas últimas semanas, mais de uma dezena de países já aboliram esta restrição, total ou parcialmente.

Ao ser questionado sobre a eventualidade de os aviões de combate F-16 que a Ucrânia deverá começar a receber este ano serem utilizados para atacar os aviões russos que lançam bombas sem entrar no espaço aéreo ucraniano, Zelensky disse que esta questão ainda não foi decidida.

A Ucrânia tem garantido uma substancial ajuda financeira e armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

Já no terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas têm-se confrontado com falta de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais.

Últimas do Mundo

O autor do ataque com carro a um mercado de Natal na cidade alemã de Magdeburgo que em dezembro de 2024 fez seis mortos e cerca de 330 feridos, foi hoje condenado a prisão perpétua.
Nove portugueses e lusodescendentes morreram na sequência dos dois sismos registados quarta-feira na Venezuela e que causaram centenas de vítimas, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
Quarenta e cinco por cento das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os máximos históricos de stress térmico durante a atual onda de calor no continente, indica um estudo publicado hoje pelo World Weather Attribution.
Mais de 100 voos foram cancelados hoje, à medida que duas tempestades tropicais se aproximam do Japão, tendo as autoridades recomendado a evacuação de certas zonas devido ao risco de inundações e deslizamentos de terra.
O Parlamento espanhol aprovou esta quinta-feira, por maioria absoluta de deputados, uma resolução em que pede ao primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, para se demitir ou, pelo menos, submeter-se a uma moção de confiança.
Anúncios com preços de dezenas de milhares de euros e descrições consideradas invulgares na plataforma para comprar e vender roupa pré-adquirida desencadearam uma onda de suspeitas de tráfico de menores nas redes sociais. O caso chegou às autoridades francesas, que decidiram abrir uma investigação.
Pelo menos 164 pessoas morreram e 971 ficaram feridas depois de dois fortes sismos terem atingido a Venezuela, declarou hoje a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez.
Espanha registou pelo menos 212 mortes "atribuíveis à temperatura" entre domingo e quarta-feira, coincidindo com a onda de calor que atingiu o país, de acordo com estimativas do Instituto de Saúde Pública espanhol Carlos III hoje conhecidas.
As autoridades francesas emitiram esta quinta-feira avisos de tempestades severas e ampliaram o alerta vermelho de calor para 72 dos 100 departamentos, um dia depois de França ter chegado aos 30ºC, a temperatura média mais alta da sua história.
Um sismo de magnitude 7,1, com epicentro junto à capital Caracas, atingiu hoje a Venezuela, adiantou o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).