Banco de Portugal prevê redução do excedente orçamental para 1% este ano

O Banco de Portugal manteve hoje a previsão do crescimento da economia portuguesa em 2% este ano, mas prevê a redução do excedente orçamental para 1% do PIB.

© Folha Nacional

As previsões constam do Boletim Económico publicado hoje pela instituição liderada por Mário Centeno.

O Banco de Portugal (BdP) manteve a previsão de um crescimento da economia de 2% este ano, o mesmo valor previsto em março.

Estima ainda a manutenção da taxa de desemprego em 6,6%.

Quanto a projeções orçamentais, o Banco de Portugal estima que o “saldo orçamental deverá deteriorar-se nos próximos anos” e que em 2024 fique em 1% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 1,2% do PIB de 2023.

O excedente orçamental deverá ainda baixar para 0,8% em 2025 e 0,6% em 2026.

Contudo, a entidade liderada por Mário Centeno avisa que nestes cálculos não estão medidas com impacto orçamental entretanto tomadas.

“Após o fecho da informação, ocorreu o anúncio e aprovação de várias medidas de política com impacto orçamental relevante e permanente que não estão consideradas”, refere.

Últimas de Economia

Com os preços dos combustíveis e dos alimentos a pressionarem os orçamentos familiares e a habitação a continuar inacessível para muitos, o ministro das Finanças apresenta um retrato mais otimista: os portugueses têm melhores salários, maior poder de compra e vivem melhor do que em 2024.
O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.