Videovigilância no Porto permitiu preservar imagens sobre 910 processos

A videovigilância instalada há cerca de um ano na baixa do Porto permitiu preservar imagens relacionadas com 910 processos-crime, 592 dos quais este ano, revelou hoje o Comando Metropolitano da PSP, para quem o sistema tem sido "extremamente vantajoso".

© D.R.

A poucos dias de se assinalar um ano da entrada em funcionamento do sistema de videovigilância no Porto, o balanço é “francamente positivo”, avançou hoje à Lusa o Comando Metropolitano da PSP do Porto.

A PSP destaca que o sistema se revelou “extremamente vantajoso” no acionamento de meios e gestão de ocorrências policiais, no apoio à tomada de decisão e direcionamento de eventos de massa, mas também na recolha de prova para efeitos ilícitos criminais e subsequente investigação.

O sistema, que entrou em funcionamento em 22 de junho de 2023, já permitiu preservar imagens relativas a 910 processos-crime, a maioria das quais (592) ocorridas este ano.

“Podemos afirmar que a maioria das preservações de imagens tem grande qualidade para efeitos probatórios, estando os seus autores e ‘modus operandi’ identificáveis ou identificados”, indica.

Composto por 79 câmaras, o sistema de videovigilância abrange artérias e espaços públicos da baixa da cidade, nomeadamente na União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória.

A videovigilância funciona 24 horas e todos os dias da semana, fruto de um protocolo de colaboração estabelecido entre o município do Porto e a PSP.

“Acreditamos que num futuro próximo contribuirá para a melhoria do sentimento de segurança da população e permitirá a redução da criminalidade praticada nos locais abrangidos pela videovigilância”, defende a PSP.

Apesar de as imagens recolhidas servirem para efeitos probatórios, a PSP destaca que a “grande mais-valia” do sistema passa pela visualização em tempo real e, consequentemente, o acionamento de meios para o local.

“Como exemplo, referimos uma ocorrência de agressões a dois turistas por parte de um grupo de cerca de uma dezena de indivíduos. Os policias de serviço no Centro de Comando e Controlo de Videovigilância verificaram as agressões a ocorrer e acionaram os meios necessários. As vítimas foram rapidamente assistidas pelos meios de emergência médica e nove dos autores foram intercetados pela PSP”, ilustra.

No final de dezembro de 2023, a Câmara do Porto aprovou adjudicar à empresa Soltráfego, por 1,9 milhões de euros, a aquisição e manutenção de mais 117 câmaras de videovigilância.

Estas novas câmaras serão instaladas na zona ocidental e oriental da cidade, nomeadamente em arruamentos na zona da Asprela, Campanhã, Estádio do Dragão, Pasteleira e Diogo Botelho.

Questionada pela Lusa, a Câmara do Porto afirmou hoje que continua a aguardar a pronúncia do Tribunal de Contas para iniciar o contrato, que prevê a instalação do sistema “no prazo máximo de 180 dias”.

A localização das câmaras de videovigilância é definida pela PSP mediante a “análise da criminalidade nos locais de implementação”.

Últimas do País

A Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da GNR apreendeu hoje em Setúbal cerca de 400 quilos de cocaína e deteve um homem suspeito de envolvimento numa alegada operação de desembarque de droga, informou aquela polícia.
Todas as semanas a Guarda Nacional Republicana (GNR) interceta cerca de 280 condutores com taxas de alcoolemia consideradas crime, num total acumulado de 8.438 detenções entre 01 de janeiro e 31 de julho.
A PSP recolheu este ano, em dois meses, 265 armas de fogo e quase seis mil munições e cartuchos, mais do que nas operações realizadas nos dois últimos anos, avançou hoje esta polícia.
A GNR anunciou hoje que dois homens de 23 e 55 anos, de Vila do Conde, foram constituídos arguidos pelo crime de contrafação de marcas conhecidas, tendo apreendido artigos avaliados em cerca de 40 mil euros.
Noite entre amigos terminou em tragédia. Uma pistola de calibre 6,35 milímetros terá disparado acidentalmente enquanto era manuseada dentro de um café. Jovem foi atingido na cabeça e luta pela vida nos Cuidados Intensivos do Hospital de Braga.
Quase 1500 processos chegaram à PSP e à GNR em apenas seis meses, mas as autoridades admitem que o instinto dos pais de protegerem os filhos pode estar a esconder uma realidade muito maior.
Registos foram reorganizados e quase 170 mil inscritos ficaram fora do universo elegível. Ainda assim, mais de 1,36 milhões de utentes que cumprem os critérios continuam à espera de um médico.
Pontos que não aparecem, ofertas que falham e problemas com campanhas estão entre as principais razões de queixa. Setor soma praticamente tantas reclamações em oito meses como em todo o ano passado.
O tempo de espera para primeira observação de doentes urgentes no Hospital Amadora-Sintra era, na manhã de hoje, de quase 11 horas, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Funcionário estranhou ver o saco abandonado durante vários dias nas imediações de uma unidade hospitalar, em Alvalade, e decidiu entregá-lo à PSP. Lá dentro estavam milhares de euros, droga, certificados de aforro avaliados em 16 mil euros e dois telemóveis.