Tentativa de assassinato de PM da Eslováquia revisto como ataque terrorista

As autoridades da Eslováquia reclassificaram a tentativa de assassinato do primeiro-ministro Robert Fico e vão agora investigar um ataque terrorista em vez de uma tentativa de homicídio, anunciou hoje o Ministério Público eslovaco.

© Facebook de Robert Fico

Fico está a recuperar dos graves ferimentos sofridos quando foi atingido por quatro tiros à queima-roupa, em 15 de maio, quando cumprimentava apoiantes na cidade de Handlova, no centro do país.

Na sequência do atentado, o presumível atirador, identificado pelos meios de comunicação eslovacos como o poeta Juraj Cintula, 71 anos, foi acusado de tentativa de homicídio premeditado e colocado em prisão preventiva.

“Com base nas provas obtidas, o ato julgado será qualificado juridicamente como um crime particularmente grave de terrorismo”, disse o Procurador-Geral eslovaco, Maros Zilinka, num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

Uma porta-voz do Ministério Público, Zuzana Drobova, disse à agência francesa AFP que o suspeito foi hoje informado “de que se trata agora de um crime particularmente grave de atentado terrorista”.

Fico, 59 anos, lidera uma coligação de três partidos composta pelo seu partido populista e centrista Smer-SD, o partido centrista Hlas e o partido de direita radical SNS.

Após o atentado, foi submetido a duas longas operações num hospital da cidade de Banska Bystrica, no centro da Eslováquia, tendo sido transferido para Bratislava, a capital, em 31 de maio, para receber tratamento em casa.

O suspeito, membro da Associação de Escritores Eslovacos, afirmou mais tarde que não tinha intenção de matar o primeiro-ministro, que o classificou de “mensageiro do mal” da “oposição falhada” no país.

Fico foi empossado como primeiro-ministro no final de outubro pela quarta vez.

Tinha-se demitido em 2018, na sequência de protestos devido ao assassinato do jornalista Jan Kuciak, que investigava as atividades da máfia italiana no país.

A nova nomeação foi rodeada de controvérsia e críticas pela posição pró-russa de Fico em relação à invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.

Últimas do Mundo

Os dados mais recentes sobre terrorismo na União Europeia mostram um cenário inegável: a maioria dos ataques registados nos últimos anos está associada à extrema-esquerda e a grupos anarquistas.
A mulher do primeiro-ministro espanhol foi processada por quatro crimes por um juiz de instrução de Madrid, que propôs que seja julgada por um júri popular, segundo um despacho conhecido hoje.
Os preços mundiais do café subiram 2,3% em março, após três meses consecutivos de quedas, num contexto de "choque geopolítico" provocado pelo conflito no Médio Oriente e pelo bloqueio do estreito de Ormuz.
A Polícia Marítima informou hoje que detetou e intercetou no domingo uma embarcação com 35 migrantes a bordo, ao largo da ilha grega de Gavdos, no âmbito de uma operação da agência europeia Frontex.
A Comissão Europeia afirmou hoje que não há riscos imediatos no abastecimento de gás para a União Europeia, mas avisou que a guerra no Médio Oriente vai ter “consequências a longo prazo” no fornecimento dessa fonte de energia.
Várias plataformas digitais garantiram que vão continuar a rastrear conteúdos de abuso sexual de crianças 'online', apesar do fim, no dia 03 de abril, do regime europeu que enquadrava legalmente a deteção e denúncia destes conteúdos.
Nove embarcações chegaram em menos de um mês e centros já estão no limite. Autoridades admitem cenário crítico e temem agravamento nos próximos dias.
O regime europeu que permite detetar o abuso sexual de crianças 'online' termina hoje, ficando todas as plataformas tecnológicas proibidas de rastrear e denunciar imagens ou conversas com este tipo de conteúdo, “uma página negra” para os direitos das crianças.
A autoridade anticorrupção e a polícia de Hong Kong anunciaram hoje a detenção de 42 pessoas por suspeita de infiltração de organizações criminosas em projetos de manutenção de edifícios residenciais.
A Convenção para a conservação das espécies migratórias (CMS) da ONU aprovou hoje a inclusão de 40 novas espécies sob proteção internacional, no decurso da sua 15.ª reunião (COP15), no Brasil.