Terror e violência mancham de sangue ruas em Portugal

As ruas de Portugal têm sido palco de uma alarmante onda de violência e terror, o que tem suscitado grande preocupação entre os cidadãos e tem representado um desafio significativo para as autoridades, que se veem pressionadas a encontrar soluções eficazes para conter o crescente índice de criminalidade.

© Folha Nacional

Este aumento da violência tem afetado as comunidades em diversas cidades, levando os residentes a questionarem a segurança pública e a exigirem respostas mais rápidas por parte das autoridades competentes. A necessidade urgente de medidas preventivas e de aplicação da lei tem sido amplamente debatida tanto nos meios de comunicação como no parlamento, e entre especialistas em segurança, enquanto as investigações continuam à procura de respostas e soluções que possam devolver a paz e a tranquilidade às ruas portuguesas. De norte a sul do país, são vários os casos de violência que todos os dias têm vindo a público.

No dia 26 de janeiro, o CM noticiou que várias pessoas se tinham envolvido numa autêntica batalha campal, a arremessar mesas e cadeiras naquilo que parece ser um confronto entre dois grupos na zona de bares da cidade. Segundo o Lusa, no dia 30 de março, um homem foi encontrado morto durante madrugada “com sinais de violência” numa rua da Portela, concelho de Loures.

Os Bombeiros de Moscavide e Portela foram alertados para uma agressão, mas quando chegaram ao local, a vítima já estava morta. No dia 4 de julho, um homem de 29 anos foi morto com três tiros na via pública na Amadora. Segundo o JN, o homicídio ocorreu na Avenida do Brasil, a poucas centenas de metros do quartel dos Bombeiros Voluntários da Amadora. De acordo com Mário Conde, comandante desta corporação, “foram de imediato acionados meios para o local e houve várias tentativas de reanimação, mas o óbito acabou por ser declarado pela equipa da viatura médica de emergência e reanimação do Hospital São Francisco Xavier”. O CM acrescenta que Ruben Carvalho foi morto com três disparos de arma de fogo, um na cara e dois no tórax, feitos à traição por um homem que empurrava um carrinho com uma criança dentro. O caso mais recente ocorreu no Porto, onde, segundo o Correio da Manhã, um grupo de cerca de 40 homens, imigrantes do Bangladesh, envolveu-se em agressões junto a uma cafetaria na tarde de sábado, dia 6 de julho, na Rua Dr. Aires Gouveia, próximo às urgências do Hospital de Santo António, no Porto. Nos confrontos foram usados paus, ferros e armas brancas.

A PSP foi chamada ao local e identificou dois homens por suspeitas de terem participado nas agressões, mas ninguém foi detido.

As agressões foram filmadas. Os suspeitos acabaram por conseguir fugir em direção à rua da Restauração.

Estas são algumas, das muitas notícias, a que os portugueses têm assistido nas suas casas, durante os jornais da noite. Em reação a esta onda de violência, o presidente do CHEGA, André Ventura, voltou a alterar para as consequências do descontrolo da imigração. Numa publicação nas suas redes sociais e do partido, André Ventura desafia as autoridades a “mostrarem os dados dos relatórios de segurança” e a deixarem “os portugueses saberem a verdade” sobre quem comete os crimes em Portugal. Esta é já uma luta antiga do CHEGA que por diversas vezes pediu que se divulgasse a proveniência de quem comete estes crimes, para que assim “os portugueses saibam a verdade”. André Ventura, sublinhou ainda que as pessoas se sentem “cada vez mais inseguras”, recordando a visita que fez ao Porto, no dia 10 de maio, onde diz ter sido “abordado por comerciantes que não se sentem seguros e chegam a fechar as lojas mais cedo”. Nessa visita ao Porto, o presidente do CHEGA voltou a defender a retoma do controlo de fronteiras e a revisão lei da nacionalidade. Afirmando ainda que “o CHEGA iria levar ao parlamento um debate sobre imigração em que vamos propor a retoma do controlo de fronteiras, através do SEF”. O controlo de fronteiras tem sido uma das medidas que o CHEGA tem proposto para controlar a violência constante nas ruas portuguesas. André Ventura aponta o dedo ao PS pelo caos resultante da extinção do SEF. “Entra tudo, de qualquer maneira, e sem controlo”, são as palavras do presidente do CHEGA que também acusa o PSD de “não querer reverter a extinção do SEF”, algo que, no entender de André Ventura, ajudaria a repor o “controlo” das fronteiras portuguesas.

A falta de meios das forças de segurança também tem sido uma das razões apontadas para o facto de não se conseguir fazer frente a tanta violência. Ainda em campanha para as legislativas de 2024, em março, num almoço-comício em Lamego, André Ventura prometia empenhar-se “a fundo para restaurar a autoridade dos nossos polícias” e que elas [as polícias], precisam de andar de cabeça erguida na rua e não ter medo de agir. “As nossas polícias não podem ter medo de usar a arma quando é preciso. Num Estado de direito, a arma tem de ser usada, quando necessário, para impedir que um crime aconteça”, rematou. No debate realizado no dia 4 de maio, sobre as polícias, André Ventura voltou a acusar a esquerda de “odiar as polícias” e de “proteger os criminosos”, fazendo referência à expressão utilizada por Mamadou Ba, ex-dirigente do Bloco de Esquerda, quando se referiu à polícia como“bosta da bófia”.

É importante recordar que este debate foi convocado pelo CHEGA, que tinha como principal objetivo aprovar medidas que devolvessem “a dignidade às forças de segurança”, mas que viu chumbadas quase todas as suas propostas, o que acabou por gerar bastante indignação entre as forças de segurança, que viam neste debate uma esperança para conseguir anular o que o presidente do CHEGA chamou de “injustiça histórica”.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.