Euro cai pela quarta sessão consecutiva e fica abaixo de 1,08 dólares

O euro caiu hoje face ao dólar, pela quarta sessão consecutiva, ficando abaixo de 1,08 dólares, um dia após a reserva federal dos EUA ter deixado as taxas de juro inalteradas.

©D.R.

Pelas 18h01 (hora de Lisboa), o euro seguia a 1,0786 dólares, quando na quarta-feira, pela mesma hora, seguia a 1,0808 dólares.

O euro também cedeu face ao iene, mas avançou relativamente à libra.

O Banco Central Europeu (BCE) fixou a taxa de câmbio do euro em 1,0789 dólares.

Na quarta-feira, a Reserva Federal (Fed) norte-americana optou por deixar as taxas de juro inalteradas, entre 5,25% e 5,50%, pela oitava reunião consecutiva, mas afirmou que foram alcançados progressos na redução da inflação.

Para lutar contra a elevada taxa de inflação, a Fed mantém desde há um ano as taxas nos níveis mais altos desde 2001, ou seja entre 5,25% e 5,50%.

Em comunicado, a Fed destacou que a inflação diminuiu durante o último ano e reconheceu que nos últimos meses houve “mais avanços” em relação à meta de 2%, mas disse também que ainda permanece “um pouco elevada”.

A inflação nos Estados Unidos baixou “de forma notável” desde o pico que se registou há dois anos e é admissível um corte da taxa de juro em setembro, admitiu o presidente da Fed, Jerome Powell.

“O sentimento geral no seio do Comité [de política monetária da Fed (FOMC, na sigla em Inglês)] é o de que a economia se aproxima do momento em que será apropriado descermos as nossas taxas”, disse Powell, numa uma conferência de imprensa, depois de acabar a reunião de dois dias do FOMC.

 

Divisas…………….hoje…………..quarta-feira

 

Euro/dólar…………1,0786……………..1,0808

 

Euro/libra…………0,84576……………0,84212

 

Euro/iene………….161,70……………..162,81

 

Dólar/iene…………149,91……………..150,64

Últimas de Economia

A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.