Chefes da diplomacia do G7 pedem que se evite escalada de tensão no Médio Oriente

O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, organizou hoje uma reunião com os seus homólogos do G7 para abordar a tensão no Médio Oriente e apelou a que se evitem quaisquer gestos que encorajem uma nova escalada.

© Facebook de Antonio Tajani

“Juntamente com os nossos parceiros, manifestámos grande preocupação com os recentes desenvolvimentos que ameaçam provocar uma regionalização da crise, começando pelo Líbano”, afirmou Tajani numa nota após a reunião.

A Itália exerce a presidência rotativa do G7, que junta os sete países mais industrializados do mundo: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.

A União Europeia também está representada.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 apelaram “às partes envolvidas para que desistam de qualquer iniciativa que possa impedir o caminho do diálogo e da moderação e encorajar uma nova escalada”.

No comunicado divulgado no final, Tajani salientou que o G7 reafirmou o seu apoio ao Plano Biden, reiteraram a prioridade de uma conclusão bem-sucedida das negociações de cessar-fogo em Gaza e da libertação dos reféns.

“E confirmamos o nosso compromisso de intensificar a assistência humanitária às populações da Faixa de Gaza, também no domínio do programa ‘Alimentos para Gaza'”, continuou Tajani.

O ministro italiano recordou aos seus colegas a importância de respeitar a Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas para a gestão da presença militar nas fronteiras entre o Líbano e Israel.

Durante a reunião, partilharam também informações sobre o Líbano e concordaram com a necessidade de uma ligação operacional constante na região, bem como de uma coordenação política.

Últimas de Política Internacional

O Presidente dos Estados Unidos avisou hoje que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “totalmente fechado”, numa altura em que Donald Trump está a aumentar a pressão sobre aquele país e o confronto com Nicolás Maduro.
Um incêndio na zona mais sensível da COP30 lançou o caos na cimeira climática e forçou a retirada imediata de delegações, ministros e equipas técnicas, abalando o ambiente das negociações internacionais.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou hoje “medidas enérgicas” contra os colonos radicais e seus atos de violência dirigidos à população palestiniana e também às tropas de Israel na Cisjordânia.
A direita radical francesa quer que o Governo suspenda a sua contribuição para o orçamento da União Europeia, de modo a impedir a entrada em vigor do acordo com o Mercosul.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou hoje que Teerão não está a enriquecer urânio em nenhum local do país, após o ataque de Israel a instalações iranianas, em junho.
O Governo britânico vai reduzir a proteção concedida aos refugiados, que serão “obrigados a regressar ao seu país de origem logo que seja considerado seguro”, anunciou hoje o Ministério do Interior num comunicado.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje uma reformulação das empresas estatais de energia, incluindo a operadora nuclear Energoatom, que está no centro de um escândalo de corrupção há vários dias.
A China vai proibir, temporariamente, a navegação em parte do Mar Amarelo, entre segunda e quarta-feira, para realizar exercícios militares, anunciou a Administração de Segurança Marítima (MSA).
A Venezuela tem 882 pessoas detidas por motivos políticos, incluindo cinco portugueses que têm também nacionalidade venezuelana, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pela organização não-governamental (ONG) Fórum Penal (FP).
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, vai na quinta-feira ser ouvido numa comissão de inquérito parlamentar sobre suspeitas de corrupção no governo e no partido socialista (PSOE), num momento raro na democracia espanhola.