PSP identifica 279 idosos em situações de risco social

A PSP sinalizou, no último mês, 530 idosos, dos quais 279 foram identificados a viverem em situações de risco social, indicou hoje aquela polícia.

© D.R.

 

Os idosos em situação de risco foram identificados pela Polícia de Segurança Pública durante a operação deste ano “A Solidariedade Não Tem Idade”, que arranca em 17 de julho e irá decorrer até 27 de setembro na sua área de responsabilidade, os centros urbanos.

Em comunicado, a PSP diz que a maioria dos fatores de risco sinalizados estava relacionada com falta de autonomia (76), suspeita de serem vítimas da prática reiterada de crimes (54), quadro clínico grave que exigia acompanhamento médico imediato (49), ausência de rede de contactos (48), por habitarem em condições de vida degradantes (26), e insuficiência económico-financeira (sete).

A polícia realiza esta operação de cariz preventivo anualmente desde 2012, sendo o principal objetivo “intensificar o contacto direto e o diálogo com a população mais idosa” que visa “a deteção, tão precoce quanto possível, de casos de fragilidade social, vulnerabilidade física e psíquica e suspeitas de crimes contra a integridade física, bem como a promoção do apoio imediato e necessário através de respostas concertadas com as entidades parceiras”.

Durante toda a operação de 2023, a PSP sinalizou 509 idosos a viverem em situações de risco social, dos quais 424 foram de imediato encaminhados para instituições de apoio social.

A polícia indicou que na operação do ano passado estiveram envolvidos cerca de 700 polícias que realizaram 4.028 contactos individuais de prevenção criminal e 233 ações de sensibilização.

No comunicado divulgado hoje, a PSP recordou que continua a disponibilizar o programa Estou Aqui Adultos, iniciado em 2015 em parceria com a Fundação Altice, destinado a pessoas com “potencial de perturbação da referenciação espaciotemporal”.

Desde o início do programa, a polícia já promoveu o reencontro com as famílias de 84 pessoas que se encontravam perdidas ou desorientadas.

Desde 2015 até à presente data já foram atribuídas pelo menos 15.466 pulseiras. Atualmente, 5.680 pessoas usufruem deste mecanismo de proteção adicional, referiu a PSP.

Últimas do País

O CHEGA requereu a extração do depoimento da ministra da Saúde na comissão de inquérito ao INEM para que seja enviado ao Ministério Público, por suspeitar que Ana Paula Martins prestou “falsas declarações”.
O secretariado nacional da UGT rejeitou hoje por unanimidade a última versão da proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo, mas “continua sempre disponível” para negociar se o executivo tiver alguma nova proposta.
Três meses após a tempestade Kristin, persistem falhas nas telecomunicações em Mação, Tomar e Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, com postes caídos, cabos no chão e serviços instáveis, num processo de recuperação considerado lento pelos autarcas.
Uma espera de quase duas horas por socorro, duas chamadas sem resposta eficaz e um desfecho trágico: o testemunho de uma viúva na CPI ao INEM expôs, com emoção, falhas graves no sistema de emergência.
Um sismo de magnitude 3,4 na escala de Richter foi sentido esta quinta-feira, de madrugada na ilha Terceira, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Internamentos sociais disparam e já ocupam quase 14% das camas hospitalares, com milhares de doentes a permanecer no SNS após alta médica por falta de resposta social.
O incidente ocorreu na sequência de um desentendimento rodoviário, tendo a vítima sido perseguida até à Rua de Costa Cabral, em Campanhã, onde foi atacada na cabeça. Os agressores foram intercetados pela PSP no local e detidos em flagrante, estando o caso agora sob investigação da Polícia Judiciária.
Um total de 2.807 pessoas continuaram em março internadas nos hospitais públicos após terem alta clínica, mais 19% do que no mesmo mês de 2025, fazendo com que 13,9% das camas do SNS estivessem ocupadas com estes casos.
Cerca de 80 mil embalagens de psicofármacos foram dispensadas por dia em 2025 em Portugal continental, totalizando quase 29,4 milhões, o valor mais elevado da última década, com encargos do SNS a rondar os 152 milhões de euros.
O CHEGA quer que Portugal passe a ter uma resposta organizada e nacional para o resgate de animais em situações de catástrofe. A proposta surge na forma de um projeto de resolução que recomenda ao Governo a criação de uma Direção Nacional de Socorro e Resgate Animal.