Fosso entre rendimentos do trabalho e rendimentos do capital agrava-se

O fosso entre os rendimentos do trabalho e os rendimentos do capital agravou-se nas últimas décadas, advertiu hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

© D.R

Um novo relatório da OIT mostra que a quota-parte do rendimento do trabalho no rendimento global caiu 1,6 pontos percentuais desde 2004 e 0,6 pontos percentuais desde 2019.

“Embora a queda pareça modesta em termos de pontos percentuais, representa uma redução de 2.400 milhões de dólares (cerca de 2.171 milhões de euros) apenas em 2024” para os trabalhadores, segundo a OIT.

O estudo refere também que a pandemia de covid-19 foi um fator determinante para esta redução, representando quase 40% da queda dos rendimentos do trabalho durante os anos de pandemia, de 2020 a 2022.

Esta crise agravou as desigualdades existentes, uma vez que se verificou um aumento da concentração dos rendimentos do capital, o que favoreceu os mais ricos, salienta o relatório.

A diretora-geral adjunta da OIT, Celeste Drake, citada num comunicado, afirma que “os países têm de agir para contrariar o declínio da parte do rendimento obtido através do trabalho”.

“Precisamos de políticas que promovam uma distribuição justa dos benefícios económicos, incluindo a liberdade de associação, a negociação coletiva e uma gestão do trabalho eficaz para alcançar um crescimento inclusivo e abrir caminho para um desenvolvimento sustentável para todos”, acrescentou.

Últimas de Economia

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu em abril um novo máximo histórico de 2.174 euros por metro quadrado, mais 23 euros do que em março e 16,5% acima do mesmo mês de 2025, divulgou o INE.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento para recomendar ao Governo português que se oponha à criação do chamado 'Euro Digital' e a qualquer iniciativa europeia que vise a eliminação progressiva do dinheiro físico.
O preço médio semanal (eficiente) calculado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) sobe esta semana 0,1% para a gasolina e 0,3% para o gasóleo, tendo em conta as cotações internacionais.
Os preços dos imóveis comerciais aumentaram 10,1% em 2025, mais 5,4 pontos percentuais face à variação de 2024 e a maior subida desde que há registo, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O partido liderado por André Ventura quer transformar património público devoluto em habitação acessível para famílias portuguesas trabalhadoras que enfrentam dificuldades no acesso à compra de casa ou ao arrendamento, defendendo a recuperação urgente de bairros abandonados pelo Estado para responder à crise da habitação.
A Comissão Europeia reviu em baixa as previsões para o crescimento da economia portuguesa para 1,7% este ano e 1,8% em 2027, nomeadamente devido aos efeitos das tempestades e do conflito no Irão, segundo as projeções divulgadas esta quinta-feira.
O Índice de Preços na Produção Industrial (IPPI) aumentou 3,8% em abril, em termos homólogos, registando um maior avanço dos últimos três anos sobretudo devido à subida do custo dos combustíveis, divulgou hoje o INE.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana, com a gasolina 95 simples a aumentar em média quatro cêntimos por litro e o gasóleo simples um cêntimo por litro.
Clientes da Galp continuam a relatar atrasos na faturação de eletricidade e de gás, recebendo posteriormente faturas acumuladas com valores elevados, apesar de a empresa ter garantido em março que o problema estava ultrapassado.
A Comissão Europeia está a preparar uma proposta para combater o excesso de arrendamentos de curta duração em cidades da União Europeia (UE), por fazerem aumentar os preços da habitação, defendendo que ter uma casa “é um direito humano”.