CAP pede ao Governo que reduza e estabilize carga fiscal sobre combustíveis

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) pediu ao Governo que reduza e estabilize a carga fiscal sobre os combustíveis, após o descongelamento da taxa de carbono, segundo um comunicado. 

© D.R

A CAP considera que “este ioiô fiscal, que aumenta as taxas de carbono de cada vez que o preço dos combustíveis desce, é errado e gerador de instabilidade económica e social”.

A entidade lembrou que “foi publicada em Diário da República uma nova portaria do Governo (a terceira em menos de um mês) que agrava a taxa de carbono dos combustíveis, impedindo que os portugueses beneficiem da queda das cotações do petróleo e dos produtos refinados como a gasolina e o gasóleo”.

A CAP alertou que esta semana, ainda devido a esse agravamento, “os preços voltaram a subir”, defendendo que a “subida na taxa de carbono sobre os combustíveis, que é transversalmente gravosa para todos os utilizadores de veículos motorizados, é particularmente penalizadora para os agricultores, já que o gasóleo pesa cerca de 70% no mix energético da atividade agrícola”.

“A CAP apela ao Governo para que reflita sobre a necessidade efetiva de estar constantemente a aumentar a carga fiscal sobre os combustíveis, sem que daí resulte qualquer benefício direto ou evidente para o país e para os portugueses”, apelou.

A associação disse que Portugal tem uma carga fiscal sobre os combustíveis que tem um impacto negativo direto “nas famílias e na atividade económica, retirando competitividade às empresas, não se conhecendo qualquer benefício direto resultante deste agravamento”.

“Estima-se que nas últimas semanas, em que houve uma redução do preço dos combustíveis, a carga fiscal tenha subido aproximadamente oito cêntimos no preço final do gasóleo, anulando qualquer descida real do preço deste produto”, rematou a CAP.

 Em 2022, na sequência da forte subida dos preços dos combustíveis então registada, foi decidido suspender a atualização da taxa de adicionamento sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2) – a denominada taxa de carbono -, mantendo-se em aplicação o valor definido para 2021.

Em maio de 2023, ainda pela mão do anterior governo e perante algum alívio de preços que então começou a verificar-se, foi iniciado o descongelamento da atualização desta taxa -movimento interrompido em agosto desse ano e retomado em 2024.

Últimas de Economia

O ministro das Infraestruturas deu hoje como concluídas as obras da linha ferroviária entre Évora e a fronteira com Espanha, mas revelou que os comboios só vão circular no final do ano ou início de 2027.
O número estimado de noites passadas em estabelecimentos de alojamento turístico na União Europeia (UE) atingiu, no acumulado de 2025, 3,08 mil milhões, excedendo o ano anterior em 61,5 milhões (2%), segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
A produção automóvel cresceu 2,7% em 2025, face ao ano anterior, para 341.361 veículos, com subidas em todas as categorias, segundo dados hoje divulgados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP).
O cabaz de bens essenciais da DECO PROteste disparou para os 249,09 euros, o valor mais alto desde que a análise começou, em 2022, pressionando ainda mais o orçamento das famílias portuguesas.
O oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que Portugal submeteu a Bruxelas em novembro de 2025, deverá ser pago em fevereiro, adiantou hoje a Estrutura de Missão Recuperar Portugal.
A Comissão Europeia sublinhou hoje que o sistema para o rastreio do azeite é eficaz e irá trabalhar com os Estados-membros para melhorar os controlos que estes realizam, respondendo a um relatório do auditor europeu sobre o setor.
O Banco de Portugal (BdP) encomendou uma auditoria externa aos procedimentos internos de aquisição de bens e serviços, "com especial enfoque na contratação pública na área de Sistemas de informação e de Tecnologias de Informação", anunciou a instituição.
O índice de produção na construção abrandou para 3,0% em novembro, em termos homólogos, menos 0,1 pontos percentuais que em outubro, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os aeroportos portugueses movimentaram 68,9 milhões de passageiros de janeiro a novembro, mais 4,7% do que no mesmo período de 2024, enquanto o tráfego de mercadorias registou uma subida mais moderada, de 0,3%, indicou hoje o INE.
A inflação até baixou em 2025, mas a carteira dos portugueses não sentiu alívio. Carne, rendas, seguros e refeições fora de casa subiram bem acima da média, mantendo o custo de vida sob forte pressão.