Federação dos médicos quer “endurecer a luta” em conjunto com todo o setor

A Federação Nacional dos Médicos (Fnam) decidiu hoje “endurecer a luta” contra as políticas do Governo para a saúde e vai reunir-se com os sindicatos das restantes classes profissionais do setor para definir um plano com esse objetivo.

© Facebook / FNAM

“Nós acreditamos que todo o setor da saúde tem de se unir para fazer frente a estas políticas desastrosas que têm sido praticadas pelo Ministério da Saúde de Ana Paula Martins que, no fundo, está apenas a encetar negociações de fachada com todo o setor”, adiantou a Lusa a presidente da federação.

Esta foi uma das deliberações do Conselho Nacional da Fnam que se reuniu hoje em Coimbra para analisar o estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas também a proposta de Orçamento do Estado para 2025 que o Governo entregou na quinta-feira no parlamento.

“Vamos iniciar um esforço para desenhar toda essa luta conjunta”, adiantou Joana Bordalo e Sá, ao salientar que a decisão de escalar as formas de luta foi decidida por unanimidade no Conselho Nacional.

Segundo disse, os médicos manifestaram-se “completamente dispostos a endurecer a luta num esforço com o resto dos profissionais”, caso dos enfermeiros, dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, dos psicólogos, dos farmacêuticos e dos nutricionistas, entre outros.

“Nós precisamos de médicos, mas é todo o setor da saúde que está prejudicado com este tipo de políticas que tem sido aplicado pelo Ministério da Saúde”, alertou Joana Bordalo e Sá, para quem a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano é “completamente vazia” em medidas para reforçar os recursos humanos no SNS.

A dirigente sindical adiantou ainda que não está definida a “forma de luta”, mas admitiu que a possibilidade de uma greve nacional de todas as classes profissionais do serviço público de saúde “está em cima da mesa”.

A proposta do Orçamento do Estado para 2025 prevê que a despesa com pessoal do SNS aumente cerca de 425 milhões de euros no próximo ano, totalizando 7,09 mil milhões de euros (+6,4%).

No global, a Saúde vai dispor no próximo de ano de mais de 16,8 mil milhões de euros, com a dotação orçamental essencialmente repartida por despesas com pessoal (41,8%) e aquisição de bens e serviços (49,6%), que inclui as compras de medicamentos, os meios complementares de diagnóstico e terapêutica e as parcerias público-privadas.

O Conselho Nacional decidiu também, segundo Joana Bordalo e Sá, exigir ao Ministério da Saúde que volte às negociações com a estrutura sindical, tendo em conta que “representa uma grande fatia dos médicos sindicalizados no SNS”.

A Fnam pretende negociar com o Governo a possibilidade de os médicos voltarem à dedicação exclusiva, de forma opcional e majorada, a reposição das 35 horas de trabalho semanais e a integração na carreira médica dos internos (em formação da especialidade que escolheram).

“Sendo nós uma estrutura com tanta representatividade, o Ministério da Saúde de Ana Paula Martins não tem outra solução se não a de reunir com a Fnam”, salientou Joana Bordalo e Sá.

Últimas do País

Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.
A GNR deteve um homem de 22 anos na Maia por suspeita de tráfico de droga e ameaças com arma de fogo, numa investigação que envolveu os concelhos de Gondomar e Porto. Além do suspeito, dois homens e uma mulher foram constituídos arguidos.
Uma massa de ar quente do norte de África vai atravessar Portugal esta sexta-feira e sábado, trazendo poeiras em suspensão que podem ter efeitos sobre a saúde, sobretudo da população mais sensível, alertou a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Adolescente foi atingido durante uma rixa entre jovens, na Abrunheira. Vítima sofreu uma perfuração pulmonar e foi transportada para o Hospital Amadora-Sintra, onde poderá ser operada.
Um homem condenado anteriormente por incêndio florestal foi detido novamente em Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, por suspeita de atear fogo em setembro, segundo a Polícia Judiciária.
O número de mortes em Portugal diminuiu 1,1% nos primeiros nove meses do ano, comparativamente ao mesmo período de 2025, mas os óbitos de crianças com menos de um ano aumentaram 7,7%, revelam hoje dados do INE.
A iniciativa do CHEGA recebe luz verde parlamentar e pretende garantir a cobrança efetiva dos cuidados de saúde prestados a cidadãos estrangeiros não residentes ou em situação irregular, evitando encargos por recuperar no SNS.
O CHEGA conseguiu fazer aprovar, na Assembleia da República, um projeto de resolução que recomenda ao Governo o reforço da segurança e da proteção das mulheres e de outros utilizadores vulneráveis nos transportes públicos. A iniciativa pretende combater o assédio sexual, a violência, a intimidação e a criminalidade que afetam diariamente milhares de portugueses, particularmente mulheres, menores de idade, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade condicionada.
Um homem de 33 anos foi detido no Funchal, Madeira, por tráfico de droga e ficou em prisão preventiva, indicou a PSP, que apreendeu dois quilos de haxixe no decurso da operação.
Três homens e uma mulher foram detidos na Operação Corrupio. A Polícia Judiciária apreendeu várias drogas, milhares de euros em dinheiro, viaturas de alta gama e material alegadamente utilizado em burlas informáticas.