Parlamento aprova resoluções pela defesa dos direitos das mulheres iranianas

O parlamento aprovou hoje três resoluções apresentadas pelo CHEGA, BE e Livre que pedem ao Governo que apoie e intervenha pela defesa dos direitos das mulheres iranianas.

© D.R.

O projeto de resolução do CHEGA, que contou com o voto contra do PCP, a abstenção do Livre e o voto favorável das restantes bancadas, apela ao executivo que manifeste junto do Governo iraniano e em todos os fóruns internacionais que contam com participação oficial portuguesa a “indignação do povo português perante a maré de repressões violentas de que são vítimas as mulheres iranianas”.

“Os graves abusos de direitos humanos que regularmente são perpetrados pela República Islâmica devem ser fator a levar em conta pela diplomacia portuguesa: bilateralmente, nos contactos directos mantidos entre Lisboa e Teerão, e multilateralmente, nos fóruns internacionais de que Portugal faz parte.

O BE, cuja resolução contou com a abstenção do PSD e CDS-PP, pede ao Governo que garanta proteção imediata às mulheres iranianas que o requeiram e reconheça a violência de género como fundamento para a requisição de asilo.

Para os bloquistas, dado o “agravamento da repressão sobre as mulheres e os crimes contra a humanidade baseados numa perseguição de género”, Portugal deve disponibilizar-se “a acolher em Portugal as mulheres iranianas perseguidas pelo regime”.

A resolução do Livre, a única aprovada por unanimidade, quer que o Governo solicite à ONU que atue junto do Governo do Irão para abolir a pena de morte e “encoraje a s autoridades iranianas a voltarem ao diálogo sobre os direitos humanos.

O Livre pede, nesta resolução, a libertação dos ativistas Pakhshan Azizi, Sharifeh Mohammadi, Varisheh Moradi e Nasim Gholami Simiyari e “rejeite enfaticamente a aplicação de tortura como método de interrogatório judicial por parte das autoridades iranianas.

Últimas de Política Nacional

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou hoje governantes de viciarem concursos para altos cargos na administração pública, afirmando que "a maior parte das pessoas que concorrem sabe que já está tudo decidido antes do concurso ser feito".
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar uma alegada discrepância entre o custo da casa em Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e as faturas emitidas pelos empreiteiros, noticia o Expresso.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que prevê o fim da subvenção mensal vitalícia atribuída a antigos titulares de cargos políticos, através de um processo de redução progressiva do benefício ao longo de três anos, seguido da sua extinção definitiva.
O partido levou ao Parlamento uma proposta que limita a exibição de símbolos em edifícios públicos aos emblemas oficiais do Estado, afastando bandeiras ideológicas, LGBT ou associativas e reacendendo o debate sobre neutralidade, identidade e liberdade simbólica nos espaços públicos.
André Ventura, presidente do CHEGA, considera que o diploma do PSD sobre menores nas plataformas digitais é mais um passo na tentativa de controlar o pensamento e condicionar o futuro das próximas gerações.
A Transparência Internacional Portugal (TIP) contestou na quarta-feira as afirmações do Ministério da Justiça sobre avaliação das políticas anticorrupção em Portugal, e critica a ausência de uma nova Estratégia Nacional Anticorrupção (ENAC), que já deveria estar em execução.
Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.
PSD e PS avançam com um pacote legislativo que reforça a regulação das plataformas digitais e impõe novas restrições ao acesso às redes sociais por menores, fixando os 16 anos como idade mínima para utilização autónoma.
O Governo requereu esta quinta-feira, 12 de fevereiro, ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas.