Portugal com despesa de saúde por pessoa abaixo da média da UE

Portugal gastou em saúde 2.814 euros por pessoa em 2022, abaixo da média de 3.533 euros da União Europeia (UE) e pouco mais de metade do que a Alemanha, que teve a maior despesa com 5.317 euros.

© D.R.

Os dados constam do relatório de 2024 divulgado da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e da Comissão Europeia (CE) “Health at a Glance Europe”, que adianta que a trajetória dos gastos no período 2019-2022 foi marcada pela pandemia da covid-19 e, em média, as despesas per capita com a saúde cresceram 3,6% por ano nos países da UE.

Relativamente a este indicador, Portugal estava em 2022 no 17º lugar, entre os 27 da UE, numa tabela liderada pela Alemanha, Áustria e Países Baixos e que tinha na Roménia, Bulgária e Croácia os últimos países.

Em 2022, com uma despesa de 5.630 euros por pessoa, a Suíça foi o país que mais gastou em saúde na Europa, enquanto que, em relação aos Estados-membros da UE, as despesas com cuidados de saúde na Alemanha (5.317 euros) foram 50% superiores à média da UE ponderada pela população de 3.533 euros.

Em alguns países europeus fora da UE, os gastos com a saúde foram muito mais baixos, caso da Turquia, que gastou apenas cerca de 1.000 euros per capita, enquanto na Albânia este valor foi inferior a 800 euros.

“Isto significa que as despesas com a saúde nos países de elevado rendimento da Europa Ocidental e do Norte podem ser cinco vezes superiores às de alguns países com baixos gastos da Europa Central”, salienta a OCDE.

Nos países da UE, os pagamentos diretos por parte das famílias representaram, em média, 15% de todas as despesas com cuidados de saúde em 2022, mas em Portugal foram de 30%, um dos valores mais elevados, em conjunto com a Lituânia, Letónia, Bulgária e Grécia.

Com a pandemia que se iniciou em 2020, os governos atribuíram recursos financeiros “sem precedentes ao setor da saúde” para combater a covid-19, com o crescimento médio das despesas com cuidados de saúde a atingir quase 6% em termos reais em 2020 e acelerar para 9,6% em 2021 em toda a UE.

À medida que a pandemia avançou para o final da fase aguda em muitos países, surgiram novas circunstâncias geopolíticas e económicas, que significaram que outras emergências como a crise energética e do custo de vida, e que “enfraqueceram a posição da saúde dentro das prioridades governamentais”, refere o relatório.

Como resultado, as despesas com cuidados de saúde per capita “caíram drasticamente” em 2022 para 3,7% em toda a UE e as estimativas preliminares para 2023 apontam para uma nova contração em cerca de metade dos países da UE, adianta a OCDE e a CE.

Em 2022, 10,4% do PIB da UE foi dedicado aos cuidados de saúde, com a Alemanha a alocar 12,6% a esse setor, seguida pela França e pela Áustria, com mais de 11% dos respetivos PIB.

“A Bélgica, a Suécia e Portugal também gastaram 10,5% ou mais do seu PIB na saúde”, avança o documento.

Já em relação aos cuidados de saúde primários, que o estudo considera a “pedra basilar de um sistema de saúde eficiente”, em 2022, os países da UE atribuíram-nos uma média de 13% dos seus orçamentos de saúde, variando esta proporção entre menos de 10% no Luxemburgo e nos Países Baixos e perto de 20% na Estónia e na Lituânia.

Últimas do País

Em Portugal, 322 mil crianças encontravam-se em risco de pobreza ou exclusão social em 2025, segundo dados divulgados pela coordenadora nacional da Garantia para a Infância.
Quatro jovens foram condenados no Tribunal Judicial de Leiria a penas de prisão suspensas por roubo e abuso de cartão de pagamento, de que foi vítima um idoso de 73 anos.
Mais de um em cada três estudantes de medicina ouvidos num estudo ponderam emigrar e só uma melhoria nas atuais condições laborais e salariais, sobretudo no Serviço Nacional de Saúde (SNS), pode fazê-los mudar de ideias.
André Escoval, porta-voz nacional do movimento Porta a Porta – Casa para Todos, é um dos principais rostos das manifestações contra a especulação imobiliária e os elevados preços da habitação. Contudo, tem um passado como dirigente do PCP, trabalha numa sociedade de advogados que presta assessoria a investidores imobiliários e, segundo a imprensa, mudou-se para uma zona nobre da capital.
Vários condutores apanhados com álcool confessaram no Tribunal de Leiria que deram falsamente como extraviadas as cartas de condução, seguindo instruções de um advogado arguido que faltou à audiência.
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, com os votos da maioria de direita, uma proposta do CHEGA que condena os atos de vandalismo contra a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, durante as recentes manifestações pela habitação. O partido exige a identificação e responsabilização dos autores, bem como a reparação dos danos causados ao património histórico da capital.
O Sindicato Nacional da Guarda Prisional denuncia a alegada utilização indevida de veículos e de um cartão de combustível pelo responsável da maior prisão do país. Os Serviços Prisionais confirmam que o diretor pediu transporte de casa para o trabalho.
Um homem de 58 anos foi detido pela PSP após ameaçar de morte a mulher e agredir um agente policial. O suspeito tinha um historial de mais de dez ocorrências por violência doméstica contra a esposa e a filha.
Um homem de 27 anos foi colocado em prisão preventiva por suspeita de furtos de veículos e em residências, anunciou a GNR. O suspeito já tinha antecedentes por crimes semelhantes.
As viagens turísticas dos residentes em Portugal diminuíram 1,5% em termos homólogos no segundo trimestre, para 5,9 milhões, recuando pela primeira vez em dois anos devido ao decréscimo das viagens em território nacional, divulgou hoje o INE.