Há medidas de redução de alunos sem aulas ilegais ou com “fraco impacto”

A Fenprof quer que o ministério divulgue a eficácia das medidas para reduzir o número de alunos sem aulas, considerando que entre as já conhecidas, umas tiveram "fraco impacto" e outras poderão levar os docentes à exaustão.

©Fenprof

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) aprovou um plano com 15 medidas para colocar mais professores nas escolas e a Fenprof quer que a tutela informe sobre a eficácia de cada uma delas.

Entre as que já são conhecidas pela maior estrutura sindical de professores, umas “não foram bem-sucedidas” e outras poderão estar feridas de legalidade, segundo um comunicado enviado para as redações.

Entre os casos de fracasso, a Fenprof aponta o concurso externo extraordinário de professores, que deixou vazias 21% das vagas e a maioria dos docentes agora colocados já estava a dar aulas nas escolas.

Depois existem relatos que preocupam a federação: “O que se sabe é que há escolas a recrutar técnicos especializados para horários de docentes, o que significa a contratação de pessoas sem qualquer requisito habilitacional para o exercício da docência”.

A Fenprof alerta ainda para os efeitos da proposta que veio permitir aumentar o número de horas extraordinárias, dizendo que “muitos docentes estão a queixar-se da situação de sobretrabalho”, havendo o risco de “este excesso de trabalho resultar em situações de doença”.

Para perceber o impacto do aumento dos horários, a Fenprof decidiu fazer um levantamento junto das 234 escolas onde passou a ser autorizado esse aumento, lamentando que “a atribuição de horas extraordinárias em dose reforçada e, por vezes, ilegal, parece ser a única medida que está a ultrapassar os limites previstos”.

Sobre o último concurso de professores, ficaram colocados 1.822 docentes, dos quais “apenas 640 não estavam já colocados em escolas públicas, alguns estando desempregados e outros provenientes dos setores privado e social”, refere a Fenprof.

A federação quer que a tutela informe sobre o impacto das restantes medidas previstas no plano “+ Aulas, + Sucesso”, que previa, por exemplo, o reforço de 140 técnicos superiores para os agrupamentos ou escolas carenciadas ou o pagamento de um extra de 750 euros a que aceitasse adiar a aposentação.

O recrutamento de 500 bolseiros de doutoramento, a contratação de outros 500 mestres e doutores e de 500 professores do ensino superior e investigadores doutorados são outras das medidas do plano, que prevê ainda o reconhecimento de habilitações a 200 imigrantes.

Para a Fenprof, o problema da falta de professores só se resolve com a valorização da profissão, “desenvolvendo este ano letivo o processo negocial para que o novo Estatuto da Carreira Docente, revisto e valorizado, entre em vigor já no próximo”.

Últimas do País

O Governo aprovou na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o decreto que reclassifica o edifício da Livraria Lello e Irmão, no Porto, como Monumento Nacional, que conclui um processo de sete anos.
O alojamento turístico registou 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas em 2025, mais 3,0% e 2,2% face a 2024, com as dormidas dos residentes a acelerarem, diminuindo a dependência dos mercados externos.
O número de vítimas de violência escolar ajudadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) aumentou quase 60% nos últimos seis anos, divulgou hoje a organização, a maioria raparigas entre os 11 e 14 anos.
O Infarmed aprovou, em 2025, 928 novos fármacos, incluindo 79% genéricos, 38 essenciais e 236 nacionais, sendo o sistema nervoso central a área com maior representatividade, segundo dados da autoridade nacional do medicamento.
Agentes denunciam que só há dois carros-patrulha para toda a divisão. A Direção Nacional desmente. Entre versões contraditórias, cresce a revolta no efetivo e a insegurança nas ruas.
O candidato presidencial André Ventura pediu ao Governo celeridade na atribuição de apoios às pessoas e empresas afetadas pelo mau tempo e defendeu que deveria ter havido mais prevenção para acautelar alguns dos efeitos.
Bombeiros de uma dezena de corporações estão hoje a deslocar-se para as regiões mais afetadas pela depressão Kristin, para ajudar as populações, disse fonte da proteção civil, referindo que durante a noite foram registadas apenas 22 ocorrências.
A Proteção Civil regista até ao momento cinco mortos e 8.160 ocorrências provocadas pela passagem da depressão 'Kristin' por Portugal continental, maioritariamente queda de árvores e de estruturas, sendo as regiões mais afetadas Lisboa, Oeste e Coimbra.
O Governo anunciou hoje que o decreto de situação de calamidade abrange o período entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 1 de fevereiro e cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
A PSP identificou um jovem de 24 anos suspeito de esfaquear outro, de 19, na quarta-feira junto de uma escola secundária na cidade de Aveiro, sem precisar se o agressor foi detido ou se está em parte incerta.