Hospital no norte de Gaza denuncia ataques “sem precedentes” por tropas israelitas

O hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, está a ser alvo de ataques “sem precedentes” pelo exército israelita desde sábado à noite, denunciou hoje o diretor, Hussam Abu Safiya.

© Facebook dos Médicos Sem Fronteiras

Segundo o responsável, os ataques foram feitos “sem aviso prévio” e sem permitir que os pacientes procurassem abrigo.

“Enviamos esta mensagem sob forte bombardeamento e ataques aos nossos tanques de combustível que, se atingidos, causarão uma enorme explosão e a morte em massa das pessoas que estão no hospital”, afirmou Abu Safiya, em comunicado.

O diretor do hospital referiu que, atualmente, estão internadas cerca de 400 pessoas, incluindo bebés na unidade de recém-nascidos cujas vidas dependem de oxigénio e de incubadoras.

“Não podemos evacuar estes pacientes em segurança sem assistência, equipamento e tempo”, afirmou.

O médico negou que o Kamal Adwan tenha recebido ordens de evacuação do exército e censurou o facto de não lhes terem sido dados os meios para facilitar a retirada dos doentes.

“Trata-se de protocolos e procedimentos oficiais que devem ser seguidos para que a ocupação (israelita) cumpra as suas obrigações no âmbito do direito humanitário internacional”, declarou Abu Safiya.

O responsável considerou ainda que os hospitais e as escolas são locais que não devem ser objeto de guerra.

O exército israelita anunciou hoje que facilitou na sexta-feira, através do organismo que administra os assuntos civis nos territórios palestinianos ocupados, a entrega de 5.000 litros de combustível a Kamal Adwan, combustível que este e outros hospitais do enclave utilizam para fazer funcionar os geradores que produzem eletricidade.

Em comunicado, o organismo salientou que ajudou a transferir 87 pacientes e respetivos acompanhantes de Kamal Adwan para hospitais ativos na Faixa de Gaza.

Já o gabinete de imprensa do Governo do Hamas em Gaza condenou hoje, igualmente em comunicado, os ataques ao hospital destacando que “esta não é a primeira vez que o exército de ocupação comete ataques contra o hospital Kamal Adwan”.

A guerra em curso em Gaza foi desencadeada por um ataque sem precedentes do Hamas em Israel, ocorrido a 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns.

A guerra em Gaza foi desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel, em 07 de outubro de 2023, que causou a morte de 1.208 pessoas do lado israelita, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelitas e incluindo reféns que morreram ou foram mortos em cativeiro na Faixa de Gaza.

Mais de 45.000 palestinianos foram mortos na campanha militar de retaliação de Israel no território palestiniano, a maioria dos quais civis, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas para Gaza, considerados fiáveis pela ONU.

Últimas do Mundo

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) espanhol registou seis terramotos na madrugada de hoje em diferentes cidades da província de Granada, o mais significativo de magnitude 3,4 na escala de Richter.
Cuidadoras denunciam gatos mortos e alertam que várias colónias foram abandonadas depois de os habitats dos animais terem sido ocupados por acampamentos improvisados.
Yoli deixou a própria casa com as filhas depois de o medo ter tomado conta da família. Uma das crianças já não queria sair à rua e acordava de madrugada aterrorizada. O relato surge num momento em que Ceuta enfrenta uma vaga de imigração ilegal e 15 denúncias de violação, segundo fontes da Guardia Civil.
O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.
Pelo menos 2.000 pessoas morreram devido ao surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), que regista o crescimento mais rápido de sempre, segundo os dados mais recentes do Governo.
O forte sismo que abalou hoje a Colômbia causou estragos em pelo menos seis aeroportos, destruiu parcial ou totalmente habitações e provocou dezenas de feridos, levando o recém-empossado Presidente colombiano a convocar uma reunião de crise.
As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.