Austrália proíbe estrangeiros de comprar casas durante dois anos para conter preços

O Governo australiano anunciou hoje que, a partir de 01 de abril e por dois anos, os investidores estrangeiros estão impedidos de comprar casas no país, uma medida para responder ao aumento dos preços dos imóveis.

© D.R.

“A proibição significa que os australianos poderão comprar casas que, de outra forma, seriam compradas por investidores estrangeiros”, justificou a ministra da Habitação, Clare O’Neil, em comunicado.

Segundo o Governo da Austrália, a restrição será revista em março de 2027, quando o período de proibição de dois anos terminar, para o executivo determinar se deve ser prolongada.

“O objetivo é aliviar a pressão sobre o nosso mercado imobiliário enquanto construímos mais casas”, salientou ainda Clare O’Neil.

A medida do Governo trabalhista, que procura renovar o seu mandato de três anos nas eleições que se vão realizar antes de maio, visa conter o aumento dos preços dos imóveis no país, uma medida que faz parte do plano para facilitar o acesso à habitação, que inclui a promessa de construir 1,2 milhões de casas até 2030 e incentivar a aquisição de moradia própria.

Em Sydney, por exemplo, o preço médio de uma casa ronda os 1,2 milhões de dólares australianos (cerca de 730 mil euros), de acordo com os portais imobiliários consultados pela agência EFE.

Últimas do Mundo

A secção do Ministério Público federal alemão responsável pelo combate às ameaças terroristas anunciou hoje que vai investigar a hipótese de terrorismo e sabotagem no apagão em parte de Berlim, ocorrido sábado.
Os agricultores da União Europeia (UE) terão ao seu dispor, no próximo quadro financeiro plurianual 2028-2034, um montante reservado de 293,7 mil milhões de euros, garantiu hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Um ato de sabotagem contra a rede elétrica mergulhou bairros inteiros do sudoeste de Berlim no caos, afetando dezenas de milhares de pessoas, empresas e serviços essenciais. As autoridades alemãs falam agora num ataque deliberado reivindicado por um grupo extremista.
Mais de 150 residentes tiveram hoje de ser retirados de um complexo de habitação pública em Hong Kong, devido ao segundo incêndio a atingir um bairro social em dois dias.
O Governo português confirmou e lamentou hoje a morte da cidade portuguesa que foi desaparecida após o incêndio ocorrido numa Estância de Esqui em Crans-Mointana, na Suíça, na noite do fim de ano.
Milhares de residências no sudoeste de Berlim afetadas por um corte de quase 24 horas no fornecimento de energia elétrica recuperaram-no esta madrugada, enquanto as autoridades investigam uma possível sabotagem.
A Polícia do Cantão de Valais anunciou hoje que foi aberta uma investigação criminal contra o casal francês que administrava o bar "Le Constellation" em Crans Montana, na Suíça, onde ocorreu um trágico incêndio na véspera de Ano Novo.
As pensões da Segurança Social portuguesa de 678 emigrantes no Luxemburgo e na Suíça foram suspensas por estes não terem provado atempadamente que estão vivos, mas estes valores serão pagos assim que realizadas as provas de vida, segundo dados oficiais.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, depois de os Estados Unidos terem realizado um “ataque em grande escala” no país.
Uma mulher de nacionalidade portuguesa está entre os feridos do incêndio num bar da estância de ski de Crans Montana, na Suíça, existindo ainda uma outra desaparecida, avançou à Lusa o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).