Certificados de aforro batem recorde em janeiro e ultrapassam 35.000 milhões

O montante investido em certificados de aforro subiu 3,2% em janeiro, em termos homólogos, para 35.125 milhões de euros, tendo registado o quarto mês consecutivo de subidas e o valor mais alto de sempre, segundo dados do BdP.

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Em termos líquidos, o ‘stock’ de dívida em janeiro deste ano subiu 1.082 milhões de euros face ao primeiro mês de 2024, enquanto face a dezembro, a subida foi de 381,1 milhões de euros.

Este foi o valor mais alto investido em certificados de aforro (CA) desde o início da série do Banco de Portugal (BdP), em dezembro de 1998.

Após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização (‘série E’) foi substituída pela ‘série F’, com uma taxa de juro mais baixa.

Ainda assim, os investidores voltaram a optar por este instrumento, que mais que compensaram o desinvestimento em certificados do tesouro.

Relativamente aos certificados do tesouro (CT), os dados do BdP mostram que o seu valor recuou em janeiro para 9.587 milhões de euros, menos 155 milhões de euros que em dezembro e uma quebra de 11,5% que um ano antes.

O valor investido em CT tem descido de forma consecutiva desde outubro de 2021, quando atingiu um máximo de 17.856 milhões de euros.

Segundo os dados estatísticos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública – IGCP, as emissões de novos CT foram de 43 milhões de euros em 2024, enquanto as saídas (resgates) totalizaram 1.333 milhões de euros.

O valor mais baixo em CA foi registado em novembro de 2012, quando Portugal estava a cumprir o plano de resgate e a taxa de desemprego disparou, contabilizando-se então 9,7 mil milhões de euros em investimento nestes títulos.

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