Bruxelas avança com 100 mil milhões para estimular base industrial da UE

A Comissão Europeia vai disponibilizar 100 mil milhões de euros para estimular a competitividade da indústria da União Europeia (UE), tendo por base a descarbonização e a produção ecológica.

© D.R.

De acordo com o documento apresentado hoje, que incluiu cerca de 40 medidas para incentivar a indústria da UE, o Pacto Industrial Limpo vai “mobilizar mais de 100 mil milhões de euros para apoiar a manufatura ecológica” a curto prazo.

Em simultâneo, o executivo comunitário vai preparar uma estratégia de apoios estatais que inclui mais mil milhões de euros ao abrigo do atual Quadro Financeiro Plurianual.

A Comissão Europeia propõe um Banco Industrial da Descarbonização, com 100 mil milhões de euros em financiamento.

Neste esforço que Bruxelas quer que resulte no estímulo de uma base industrial que enfrenta “elevados custos energéticos, e uma feroz e quase sempre injusta competição global”, este “apoio urgente” prevê também a inclusão do Banco Europeu de Investimento (BEI), com garantias e apoio à minimização de riscos, um “programa piloto” entre a Comissão Europeia e o BEI para contragarantias de indústrias que requeiram muita utilização de energia e pequenas e médias empresas.

Para facilitar este incentivo, o executivo de Ursula von der Leyen também quer criar “um mecanismo” para permitir a empresas da União Europeia a aquisição conjunta de materiais críticos e criar até 2025 legislação que permita a sua circulação entre os Estados-membros de uma maneira mais eficiente.

O objetivo é ter 24% dos materiais críticos a circular até 2030.

A estratégia hoje anunciada faz parte de um esforço anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para, durante o mandato de cinco anos que o executivo tem pela frente, reforçar a base industrial da UE ao nível da sua competitividade, sem esquecer os objetivos de descarbonização e transição ecológica com os quais a UE se comprometeu.

Últimas de Economia

As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, mais 0,1 pontos percentuais do que em janeiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A Fitch projeta que Portugal terá um défice orçamental de 0,8% do PIB este ano, nomeadamente devido aos apoios para responder aos danos do mau tempo, existindo ainda incerteza quanto ao impacto do conflito no Médio Oriente.
A taxa de inflação acelerou para 2,1% em fevereiro, informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), confirmando a estimativa rápida divulgada no final do mês passado.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a segunda-feira, no prazo mais longo para um máximo desde janeiro de 2025.
A Comissão Europeia avisou hoje que vai “monitorizar de perto” o impacto orçamental do desconto que o Governo português vai dar no Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) do gasóleo, tomando nota da adoção de tal medida.
O preço eficiente do gasóleo em Portugal deve aumentar 13,2% esta semana, aproximando-se dos 2 euros por litro após uma valorização de 39,9% nas cotações internacionais, indicou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Os municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML) entregaram até ao início deste mês cerca de 8.500 habitações, na maioria reabilitadas, um terço do previsto no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em execução até final de agosto.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 3,7% em janeiro face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a aumentar 7,2% e o preço dos materiais 0,8%, segundo estimativa hoje divulgada pelo INE.
O preço do gás natural subiu mais de 30% na abertura da sessão de hoje, atingindo os 69 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
Os cinco principais bancos a operar em Portugal tiveram lucros agregados superiores a cinco mil milhões de euros em 2025, ano em que CGD, BCP e Novo Banco registaram os maiores resultados das suas histórias.