Bruxelas avança com 100 mil milhões para estimular base industrial da UE

A Comissão Europeia vai disponibilizar 100 mil milhões de euros para estimular a competitividade da indústria da União Europeia (UE), tendo por base a descarbonização e a produção ecológica.

© D.R.

De acordo com o documento apresentado hoje, que incluiu cerca de 40 medidas para incentivar a indústria da UE, o Pacto Industrial Limpo vai “mobilizar mais de 100 mil milhões de euros para apoiar a manufatura ecológica” a curto prazo.

Em simultâneo, o executivo comunitário vai preparar uma estratégia de apoios estatais que inclui mais mil milhões de euros ao abrigo do atual Quadro Financeiro Plurianual.

A Comissão Europeia propõe um Banco Industrial da Descarbonização, com 100 mil milhões de euros em financiamento.

Neste esforço que Bruxelas quer que resulte no estímulo de uma base industrial que enfrenta “elevados custos energéticos, e uma feroz e quase sempre injusta competição global”, este “apoio urgente” prevê também a inclusão do Banco Europeu de Investimento (BEI), com garantias e apoio à minimização de riscos, um “programa piloto” entre a Comissão Europeia e o BEI para contragarantias de indústrias que requeiram muita utilização de energia e pequenas e médias empresas.

Para facilitar este incentivo, o executivo de Ursula von der Leyen também quer criar “um mecanismo” para permitir a empresas da União Europeia a aquisição conjunta de materiais críticos e criar até 2025 legislação que permita a sua circulação entre os Estados-membros de uma maneira mais eficiente.

O objetivo é ter 24% dos materiais críticos a circular até 2030.

A estratégia hoje anunciada faz parte de um esforço anunciado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para, durante o mandato de cinco anos que o executivo tem pela frente, reforçar a base industrial da UE ao nível da sua competitividade, sem esquecer os objetivos de descarbonização e transição ecológica com os quais a UE se comprometeu.

Últimas de Economia

O Banco Mundial prevê uma subida acumulada de 18% nos preços dos alimentos entre 2025 e 2027. Os conflitos internacionais estão a pressionar o abastecimento e os custos da energia, que deverão aumentar 32% este ano.
O preço médio da eletricidade pago pelos consumidores domésticos no mercado livre mantém-se acima do praticado no mercado regulado desde meados de 2023, embora a diferença tenha diminuído ao longo de 2025, segundo um relatório da ERSE.
A taxa de poupança das famílias diminuiu no segundo trimestre de 2026 na área do euro, na União Europeia (UE) e em Portugal, com recuos de 0,2, 0,3 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente, face ao trimestre anterior.
Os contribuintes poderão receber menos dinheiro do Fisco em 2027. Segundo o Jornal de Notícias, o benefício sentido nos salários de novembro poderá traduzir-se numa redução de 70% dos reembolsos de IRS.
As famílias com rendimentos intermédios suportam o maior peso do imposto sobre combustíveis em proporção dos seus rendimentos. Um estudo revela que o Estado arrecadou mais de 3,7 mil milhões de euros com este imposto em 2025.
As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.