Galp aumenta preços do gás em 12% e da eletricidade em 4% a partir de abril

A Galp vai atualizar os preços de eletricidade e de gás natural a partir de 01 de abril, com subidas médias de 4% e de 12%, respetivamente, devido ao aumento de custo de compra de energia nos mercados internacionais.

©GALP

Esta atualização, noticiada pelo Jornal de Negócios e confirmada à Lusa por fonte oficial da empresa, vai refletir-se na fatura mensal “para as potências contratadas e escalões mais representativos”.

A subida dos preços, que não acontecia desde outubro de 2024, reflete o aumento continuado do custo de aquisição da energia nos mercados internacionais, explicou a petrolífera que já começou a informar os clientes das alterações que entram em vigor no próximo mês.

Com as baixas temperaturas que se têm sentido principalmente no Norte do Velho Continente, e a consequente redução de reservas de gás na Europa, os preços do gás natural têm atingido máximos históricos.

A Galp explica que o impacto médio da revisão de preços na fatura final dos clientes vai depender de cada potência e consumo, e avança com algumas simulações.

Na eletricidade, para uma potência contratada de 3,45kVA (kilovoltampere), com um consumo de 132 kilowatts hora (kWh) por mês e uma fatura média de 30euros/mês, o aumento será de 0,9 euros.

Para uma potência contratada mais elevada, de 6,9kVA com um consumo de 218 kWh/mês e uma fatura média de 50 euros/mês, será de cerca de 1,4 euros/mês.

Já no gás natural, “para o primeiro escalão de gás natural, com um consumo de 134 kWh/mês e uma fatura média de 17 euros, é de um aumento de cerca de 1,8 euros”, detalhou, destacando que os valores das simulações apresentadas são sem taxas nem IVA.

De acordo com os últimos dados do regulador do setor da energia (ERSE), no final de 2024 a Galp tinha uma quota de 21,8% do mercado liberalizado de gás natural e de 5,6% da eletricidade.

Últimas de Economia

As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.