Fiequimetal acusa EDP de desprezar insatisfação dos trabalhadores

A Fiequimetal acusou a EDP de desprezar a insatisfação dos trabalhadores, por não ter em cima da mesa a sua valorização, enquanto aumenta em mais de 20 milhões de euros os dividendos a distribuir aos acionistas.

© D.R.

“O que deveria estar em cima da mesa seria a resolução de um dos problemas estruturais da empresa, expressos em mais um Estudo do Clima, levado a cabo pela administração, mas que afinal parece não servir para nada, já que os maus resultados, visíveis na insatisfação demonstrada pelo seu mais importante ativo, os trabalhadores, é totalmente desprezada”, referiu a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Química, Farmacêutica, elétrica, Energia e Minas (Fiequimetal), em comunicado.

No final de fevereiro, a EDP reportou um lucro de 801 milhões de euros em 2024, menos 16% do que no ano anterior, e anunciou que vai propor à Assembleia Geral de Acionistas um aumento de 3% do dividendo relativo ao ano passado, no valor de 20 cêntimos por ação, acima dos 19,5 cêntimos previamente definidos como objetivo.

A Fiequimetal considera que a EDP “tem todas as condições reunidas, capital incluído, para promover a valorização de quem trabalha”, promovendo uma reformulação nas carreiras e a melhoria dos salários, mas “parece faltar uma coisa que acaba por ser talvez o mais importante, mas também fácil: vontade política para o fazer”.

Últimas de Economia

O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 254,99 euros, mais 0,60 euros relativamente à semana anterior, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação vai acelerar para 3,1% no segundo trimestre de 2026 devido ao aumento dos preços da energia causado pela guerra no Médio Oriente.
A atividade económica em Portugal registou uma quebra na última semana de março, de acordo com o indicador diário divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP).
As taxas Euribor desceram a seis e 12 meses e subiram a três meses hoje, face a quarta-feira.
Os concursos de empreitadas de obras públicas promovidos até fevereiro diminuíram 35% em número e 49% em valor face ao mesmo mês de 2025, respetivamente para 467 e 861 milhões de euros.
O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.
Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os pagamentos em atraso das entidades públicas fixaram-se em 369,7 milhões de euros em fevereiro, uma subida de 5,8 milhões de euros face ao período homólogo e de 34,5 milhões face a janeiro, foi hoje anunciado.
Os preços das casas estão a aumentar ininterruptamente em Portugal desde que o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, em 02 de abril de 2024, contribuindo para agravar uma crise ainda sem solução à vista.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou cerca de 1.560 milhões de euros em fevereiro, para 282.711,2 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).