Fiequimetal acusa EDP de desprezar insatisfação dos trabalhadores

A Fiequimetal acusou a EDP de desprezar a insatisfação dos trabalhadores, por não ter em cima da mesa a sua valorização, enquanto aumenta em mais de 20 milhões de euros os dividendos a distribuir aos acionistas.

© D.R.

“O que deveria estar em cima da mesa seria a resolução de um dos problemas estruturais da empresa, expressos em mais um Estudo do Clima, levado a cabo pela administração, mas que afinal parece não servir para nada, já que os maus resultados, visíveis na insatisfação demonstrada pelo seu mais importante ativo, os trabalhadores, é totalmente desprezada”, referiu a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Química, Farmacêutica, elétrica, Energia e Minas (Fiequimetal), em comunicado.

No final de fevereiro, a EDP reportou um lucro de 801 milhões de euros em 2024, menos 16% do que no ano anterior, e anunciou que vai propor à Assembleia Geral de Acionistas um aumento de 3% do dividendo relativo ao ano passado, no valor de 20 cêntimos por ação, acima dos 19,5 cêntimos previamente definidos como objetivo.

A Fiequimetal considera que a EDP “tem todas as condições reunidas, capital incluído, para promover a valorização de quem trabalha”, promovendo uma reformulação nas carreiras e a melhoria dos salários, mas “parece faltar uma coisa que acaba por ser talvez o mais importante, mas também fácil: vontade política para o fazer”.

Últimas de Economia

O consumo do sistema elétrico nacional bateu recordes esta terça-feira, ultrapassando pela primeira vez os 10 gigawatts (GW), segundo dados da REN, numa altura em que uma grande parte do país estava sob aviso amarelo devido ao frio.
Apesar de milhares de jovens terem recorrido à garantia pública para comprar casa, só um banco precisou de ativar o apoio do Estado desde o início da medida.
O acesso ao subsídio social de mobilidade (SSM) nas viagens entre as regiões autónomas e o continente passa a estar dependente da situação contributiva e tributária do beneficiário, mas não é exigida a apresentação de documentação adicional.
A taxa de inflação anual da zona euro desacelerou, em dezembro, para os 2,0%, quer face aos 2,4% homólogos, quer comparando com a de 2,15% registada em novembro, segundo uma estimativa rápida hoje publicada pelo Eurostat.
A OCDE afirmou hoje que o mercado de arrendamento em Portugal “continua subdesenvolvido e fragmentado", com apenas 12% de famílias a declararem viver em casas arrendadas, e com os arrendamentos informais a poderem atingir até 60%.
As renegociações de crédito à habitação desceram em novembro para 414 milhões de euros, na primeira queda em cadeia desde junho, segundo dados hoje publicados pelo Banco de Portugal (BdP).
As novas tabelas de retenção na fonte do IRS que se vão aplicar aos salários e pensões de 2026 foram publicadas hoje no Portal das Finanças, refletindo a descida do IRS e garantindo isenção de tributação até aos 920 euros.
Os bancos portugueses utilizaram até novembro 52,8% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O novo ano arranca com a prestação da casa a subir para créditos com taxa variável a três e seis meses, a maioria dos contratos de empréstimos à habitação em Portugal, segundo a simulação da Deco Proteste.
A Comissão Europeia prolongou hoje os prazos para que as companhias aéreas SATA e TAP concluam a alienação de ativos, condição para as ajudas à reestruturação concedidas pelo Governo.