Preços das casas devem continuar a subir, mas “a um ritmo mais lento”

A agência de 'rating' DBRS prevê que os preços das casas continuarão a subir este ano, ainda que a um ritmo mais lento, sustentados em fatores como redução dos juros, falta de novas construções e procura por estrangeiros.

© D.R.

Segundo a análise da DBRS, hoje divulgada, a sustentar o mercado imobiliário estarão fatores como a resiliência da economia (apesar de ainda não se saber que impacto terá a política comercial dos Estados Unidos), baixo desemprego, redução gradual das taxas de juro, assim como o desequilíbrio entre procura e oferta, relacionado também com a falta de nova construção e procura por estrangeiros.

Assim, antecipa a DBRS, “a tendência de subida sustentada dos preços dos imóveis deverá manter-se em 2025, embora a um ritmo mais lento” do que em 2024.

Para a DBRS, tal significa um “desafio” para quem está a comprar casa pela primeira vez e sobre as medidas do Governo para o mercado de habitação considera que são relativamente limitadas pois demorará a saber se têm efeito.

Quanto aos créditos à habitação concedidos pelos bancos, depois do abrandamento em 2023 devido à subida das taxas de juro, a DBRS diz que têm vindo a recuperar e que espera que assim continuem acompanhando a decida das taxas de juro.

Últimas de Economia

O preço do cacau nos mercados de futuros está hoje novamente acima de 5.000 dólares/tonelada (4.339 euros/t), "o nível mais alto desde janeiro", segundo o portal Trading Economics.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.
O Tribunal de Contas rejeitou hoje responsabilidades no atraso e no custo do futuro Hospital Oriental de Lisboa, diz que deu o visto em 27 dias úteis e que precisou de diversos esclarecimentos para suprir "falhas e ilegalidades".
A economia da zona euro abrandou a sua contração em junho, após dois meses em que se intensificou, num contexto de diminuição das pressões inflacionistas decorrentes do impacto da guerra no Médio Oriente, segundo o índice PMI.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende alterar o cálculo do IRS, voltando a considerar os dependentes no chamado quociente familiar e aumentando as deduções atribuídas por cada filho.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou hoje para uma burla através de telefonemas aparentemente da Paypal, nos quais os utilizados desta aplicação de pagamentos 'online' são informados de compras suspeitas que, na realidade, nunca aconteceram.
O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 8.100 milhões de euros em abril face a março, para 876.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.