Preços das casas devem continuar a subir, mas “a um ritmo mais lento”

A agência de 'rating' DBRS prevê que os preços das casas continuarão a subir este ano, ainda que a um ritmo mais lento, sustentados em fatores como redução dos juros, falta de novas construções e procura por estrangeiros.

© D.R.

Segundo a análise da DBRS, hoje divulgada, a sustentar o mercado imobiliário estarão fatores como a resiliência da economia (apesar de ainda não se saber que impacto terá a política comercial dos Estados Unidos), baixo desemprego, redução gradual das taxas de juro, assim como o desequilíbrio entre procura e oferta, relacionado também com a falta de nova construção e procura por estrangeiros.

Assim, antecipa a DBRS, “a tendência de subida sustentada dos preços dos imóveis deverá manter-se em 2025, embora a um ritmo mais lento” do que em 2024.

Para a DBRS, tal significa um “desafio” para quem está a comprar casa pela primeira vez e sobre as medidas do Governo para o mercado de habitação considera que são relativamente limitadas pois demorará a saber se têm efeito.

Quanto aos créditos à habitação concedidos pelos bancos, depois do abrandamento em 2023 devido à subida das taxas de juro, a DBRS diz que têm vindo a recuperar e que espera que assim continuem acompanhando a decida das taxas de juro.

Últimas de Economia

André Ventura anuncia que o CHEGA vai avançar judicialmente contra o Estado para exigir a devolução aos cidadãos dos valores cobrados indevidamente nos combustíveis. A iniciativa surge numa altura em que os preços voltam a disparar: o gasóleo deverá subir 12 cêntimos e a gasolina nove cêntimos por litro esta semana.
Autoridade Tributária já arrecadou mais 37% do que previa receber durante todo o ano de 2026 em juros de mora e compensatórios. Receita disparou 45% face ao mesmo período de 2025 e aproxima-se, em apenas sete meses, do total cobrado em todo o ano passado. Quem deve ao Estado paga uma taxa de 7,221%, mais de três vezes superior à taxa de referência do BCE.
O preço por litro do gasóleo deverá aumentar 15 cêntimos e o da gasolina avançar 12 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, segundo a estimativa do Automóvel Club de Portugal (ACP).
Os preços homólogos da produção industrial aumentaram 5,8% na zona euro e 5,6% na União Europeia (UE) em julho, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.
Quase metade dos europeus só consegue comprar o equivalente a um apartamento com até 50 metros quadrados, revela um novo estudo da Universidade Técnica de Viena, que inclui o mercado de habitação português entre os "sistematicamente inacessíveis".
A escalada do petróleo nos mercados internacionais ameaça provocar uma subida de 14 cêntimos por litro no gasóleo e de sete cêntimos na gasolina.
Os novos contratos de empréstimos para habitação aumentaram 166 milhões de euros em julho, para 2.345 milhões de euros, atingindo o valor mais elevado da série, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A remuneração dos novos depósitos a prazo aumentou em julho pelo sexto mês consecutivo, para 1,59%, tendo o montante de novas operações de depósito atingido um máximo histórico, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As empresas comunicaram 375 despedimentos coletivos até julho, o que representa um aumento de cerca de 13% face ao período homólogo, segundo os dados divulgados hoje pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
O consumo de energia elétrica em Portugal aumentou 3,1% entre janeiro e agosto, com a produção solar a atingir, no mês passado, um novo máximo de potência, segundo dados divulgados pela REN.