Preços das casas devem continuar a subir, mas “a um ritmo mais lento”

A agência de 'rating' DBRS prevê que os preços das casas continuarão a subir este ano, ainda que a um ritmo mais lento, sustentados em fatores como redução dos juros, falta de novas construções e procura por estrangeiros.

© D.R.

Segundo a análise da DBRS, hoje divulgada, a sustentar o mercado imobiliário estarão fatores como a resiliência da economia (apesar de ainda não se saber que impacto terá a política comercial dos Estados Unidos), baixo desemprego, redução gradual das taxas de juro, assim como o desequilíbrio entre procura e oferta, relacionado também com a falta de nova construção e procura por estrangeiros.

Assim, antecipa a DBRS, “a tendência de subida sustentada dos preços dos imóveis deverá manter-se em 2025, embora a um ritmo mais lento” do que em 2024.

Para a DBRS, tal significa um “desafio” para quem está a comprar casa pela primeira vez e sobre as medidas do Governo para o mercado de habitação considera que são relativamente limitadas pois demorará a saber se têm efeito.

Quanto aos créditos à habitação concedidos pelos bancos, depois do abrandamento em 2023 devido à subida das taxas de juro, a DBRS diz que têm vindo a recuperar e que espera que assim continuem acompanhando a decida das taxas de juro.

Últimas de Economia

A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.