Administração Trump anuncia detenção de alegado líder de gangue salvadorenho

As autoridades norte-americanas anunciaram hoje a detenção de um alegado líder de um gangue salvadorenho, num contexto marcado pelas denúncias do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que o país está a ser invadido por "criminosos estrangeiros".

© Facebook Nayib Bukele

“Esta manhã prendemos um dos principais líderes da MS-13″, anunciou o diretor do FBI (polícia federal norte-americana), Kash Patel, numa conferência de imprensa conjunta com a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, e o governador do estado da Virgínia, situado no leste do país, onde o suspeito foi detido.

A Mara Salvatrucha, designada como “MS-13”, é uma organização criminosa internacional com origem em El Salvador e criada na cidade de Los Angeles, na Califórnia, em 1980.

“Ele [o suspeito] é um dos três principais líderes [da MS-13] em todo o país, associado a crimes muito violentos. Ele não deveria estar neste país. É originário de El Salvador e foi recrutado numa fase muito precoce”, afirmou Pam Bondi, adiantando que a administração republicana não iria divulgar o nome do suspeito “por várias razões”.

Pam Bondi, Kash Patel e Kristi Noem “fizeram um ótimo trabalho ao capturar o líder da MS-13”, elogiou o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na rede social Truth Social.

“Esta é uma grande vitória para o público norte-americano. Portanto, saudamos os esforços das forças policiais locais e estaduais. Este era um indivíduo muito violento”, salientou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, à imprensa.

Em meados de fevereiro, os Estados Unidos designaram oito cartéis latino-americanos como “organizações terroristas”, incluindo o gangue MS-13.

Donald Trump, que fez da luta contra a imigração ilegal uma das suas prioridades enquanto Presidente dos EUA, tem denunciado a “invasão” do país por “criminosos” oriundos do estrangeiro e tem divulgado amplamente a deportação de migrantes.

Em 15 de março, o magnata republicano ordenou a deportação de mais de 200 pessoas apresentadas como membros da organização venezuelana Tren de Aragua para El Salvador, com base numa lei de emergência anteriormente utilizada apenas em tempos de guerra.

O gangue Tren de Aragua surgiu numa prisão da Venezuela e acompanhou o êxodo de milhões de venezuelanos para os EUA, a esmagadora maioria dos quais procurava melhores condições de vida depois de a economia do seu país ter entrado em colapso na última década.

Trump e os seus aliados transformaram o gangue no rosto da alegada ameaça representada pelos imigrantes que vivem ilegalmente nos EUA e designaram-no formalmente como uma organização terrorista no estrangeiro.

Últimas do Mundo

A polícia de Hong Kong levou hoje a tribunal um brasileiro que chegou ao aeroporto do território com quase três quilogramas de cocaína, no valor de mais de 210 mil euros.
As autoridades francesas anunciaram hoje que o país centro-europeu enfrenta uma semana de temperaturas recorde, numa onda de calor com máximas diurnas acima de 40 graus.
A polícia encontrou 2,7 toneladas de cocaína numa propriedade nos arredores de Sydney, na maior apreensão de droga alguma vez registada na Austrália, revelaram hoje as autoridades.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou hoje que vai demitir a liderança do Partido Trabalhista, iniciando o processo para a sua sucessão à frente do Governo dois anos após ser eleito com maioria absoluta.
A França colocou os serviços de emergência e as forças militares em alerta para os incêndios florestais, restringiu o consumo de álcool em público e cancelou alguns eventos desportivos ao ar livre face à onda de calor.
A mulher do primeiro-ministro espanhol vai a julgamento por crimes como tráfico de influência, corrupção e desvio de fundos públicos, sendo impedida de sair do país, entre outras medidas, a decisão hoje um juiz.
Um tribunal iraniano condenou a cantora Parastu Ahmadi e oito músicos a 74 chicotadas, dois anos de proibição de viajar e dois anos de interdição de atividades por participarem num concerto sem cumprirem as normas islâmicas.
A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou esta quarta-feira que os assassinatos e as mutilações de menores em conflitos armados aumentaram 34% em 2025.
A investigação criminal apurou a identificação de cerca de 120 'clientes', tendo sido também acusados 29, mas apenas 28 foram condenados.
A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segunda a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgada, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.