Livre quer um sistema de “bar aberto” no Serviço Nacional de Saúde, acusa Ventura

Ventura alegou que os estrangeiros “vêm para cá fazer turismo de Saúde” e que partidos como o Livre querem um sistema de “bar aberto” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

© RTP/Pedro Pina

O Presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta terça-feira o Livre de defender um modelo de “bar aberto” no Serviço Nacional de Saúde (SNS), alegando que há estrangeiros que “vêm para cá fazer turismo de Saúde”. A afirmação surgiu no debate transmitido pela RTP3, frente ao porta-voz do Livre, Rui Tavares, onde a questão da imigração marcou o início da discussão.

A propósito da recente divulgação de que Portugal conta atualmente com 1,6 milhões de imigrantes, Ventura declarou: “Nós avisámos para isto. É o caos completo e um país perigoso.”

Procurando articular o tema da imigração com o da Saúde, o líder do CHEGA sustentou que o crescimento da população estrangeira exerce uma pressão adicional sobre o SNS. Nesse sentido, defendeu que apenas os estrangeiros com pelo menos cinco anos de descontos em Portugal deveriam ter acesso à assistência médica.

Ventura acrescentou ainda que, embora o SNS seja público, deve incorporar “sinergias privadas” para melhorar a sua eficiência.

Últimas de Política Nacional

Referências às FP-25 e acusações sobre a Constituinte levam antigos deputados da extrema-esquerda e da esquerda a sair do hemiciclo em protesto. "Essa é a verdade! Não vale a pena sair porque a verdade continuará a ser dita da mesma forma", diz o presidente do CHEGA quando começam a abandonar a sala.
André Ventura defende a abertura de um debate e a revisão da Constituição, no ano em que se assinalam os seus 50 anos, criticando referências à extrema-esquerda e recordando vítimas de violência política.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução no Parlamento onde defende um reforço das medidas de proteção para os cidadãos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, face à instabilidade política e social que continua a marcar o país.
Portugal passa a ter uma nova lei da nacionalidade, com o CHEGA a garantir a introdução da perda de nacionalidade para condenados por crimes graves.
O presidente do CHEGA propõe a criação de uma pena acessória de perda de nacionalidade para condenados e rejeita a atribuição meramente formal da cidadania, defendendo uma ligação efetiva a Portugal.
A nova empresa do ex-ministro do Ambiente do PS Duarte Cordeiro, a consultora Shiftify, concentra figuras com ligações ao Partido Socialista na sua estrutura.
O CHEGA garantiu a aprovação de um conjunto de alterações profundas ao modelo de mobilidade aérea para as Regiões Autónomas, numa decisão que o partido considera essencial para pôr fim às falhas que têm marcado o acesso às ligações entre o continente, a Madeira e os Açores.
O presidente do CHEGA revelou hoje que não foi possível chegar a acordo sobre a lei da nacionalidade e vai avançar com “propostas próprias e autónomas”, acusando o PSD de não conseguir “ser menos socialista do que os socialistas”.
O CHEGA quer que os profissionais da Força Especial de Proteção Civil passem a ser reconhecidos como profissão de desgaste rápido, defendendo que as funções que exercem justificam regras específicas no acesso à aposentação.
A carga fiscal em Portugal manteve-se em níveis elevados em 2025, fixando-se nos 35,4% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 35,2% registados no ano anterior.