Primeiro-ministro do Iémen demitiu-se

O primeiro-ministro do Iémen, Ahmed bin Mubarak, demitiu-se hoje depois de lamentar que o seu mandato tenha sido limitado ao ponto de não ter conseguido concretizar as reformas que pretendia para o país.

©️ LUSA/Jalal Morchidi

Bin Mubarak anunciou na sua conta da rede social X a decisão de se demitir, depois de ter feito “todos os esforços possíveis para restaurar o Estado”, citou hoje a Europa Press.

Bin Mubarak demitiu-se depois de pouco mais de um ano no cargo que assumiu em fevereiro de 2024.

Na mesma publicação, lamenta “muitas dificuldades e desafios”, incluindo a impossibilidade de aplicar plenamente os seus poderes constitucionais “para tomar as decisões necessárias para reformar uma série de instituições e reconstruir o Estado”.

O Governo sediou-se em Aden após a sua expulsão em finais de 2014 da capital, Sana’a, pela insurreição Houthi que ainda controla a cidade e grande parte do país.

O Iémen, devastado por uma década de guerra civil, é agora palco de uma campanha de bombardeamento dos EUA contra os ataques dos rebeldes a Israel e à navegação no Mar Vermelho, em solidariedade com a causa palestiniana, segundo os líderes Houthi.

Bin Mubarak foi raptado pelos Houthis quando desempenhava as funções de chefe de gabinete presidencial do Iémen durante uma luta pelo poder com o então Presidente Abdo Rabbu Mansur Hadi.

A sua captura foi considerada como um dos principais precursores do início do conflito armado no Iémen, palco de uma das piores crises humanitárias do mundo.

Últimas de Política Internacional

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou hoje que a Rússia se prepara para lançar uma nova ofensiva em grande escala na Ucrânia, de acordo com os meios de comunicação locais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca convocou hoje o encarregado de negócios da embaixada dos Estados Unidos devido a alegadas tentativas norte-americanas de interferência junto da opinião pública da Gronelândia.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou hoje que o Governo iraniano está por trás de ataques antisemitas no país contra a comunidade judaica e anunciou a expulsão do embaixador iraniano em Camberra.
Trump disse que vários países europeus já mostraram disponibilidade para enviar militares para a Ucrânia, como tal "não será um problema" responder às garantias de segurança exigidas pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu hoje uma frente unida entre europeus e ucranianos em defesa de uma paz que não represente a capitulação da Ucrânia, na véspera da reunião com Donald Trump, na Casa Branca.
O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, disse hoje que Putin concordou, na cimeira com Donald Trump, que sejam dadas à Ucrânia garantias de segurança semelhantes ao mandato de defesa coletiva da NATO.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse hoje que discutiu formas de terminar a guerra na Ucrânia "de forma justa", na cimeira com o homólogo norte-americano, Donald Trump, na sexta-feira, defendendo a “eliminação das causas iniciais”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que “todos” preferem ir “diretamente para um acordo de paz” e não “um mero acordo de cessar-fogo” para acabar com a “terrível guerra” na Ucrânia.
O futuro da Ucrânia passa hoje pelo Alasca, uma antiga colónia russa onde os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia se vão reunir sem a participação do país invadido por Moscovo.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que qualquer acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia terá de passar por uma cimeira com os homólogos russo e ucraniano, após a cimeira bilateral na sexta-feira.