Fenprof anuncia greve às novas provas ModA do 4.º e 6.º anos de escolaridade

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou hoje uma greve às novas provas de monitorização das aprendizagens (ModA) do 4.º e do 6.º anos de escolaridade, que substituem as anteriores provas de aferição.

© Facebook FENPROF

A Fenprof decidiu avançar com o pré-aviso de greve às provas ModA – agendadas para o final de maio e início de junho – na reunião do secretariado nacional.

“Há um pré-aviso às provas ModA e a todo serviço relacionada com essas: desde secretariado, vigilância, correções. Tudo o que tem a ver com essas provas”, disse o secretário-geral da Fenprof, em conferência de imprensa.

Mário Nogueira reconheceu que os alunos poderão ficar sem aulas nos dias de provas.

“Em alguns casos, os alunos não têm [aulas]. Em outros casos, nomeadamente no primeiro ciclo, (…) as turmas dos professores que estão envolvidos nas provas vão ser encaminhadas e ficarão encavalitadas nas turmas que já estão cheias, dos outros colegas, e, portanto, isso não tem sentido nenhum, porque aí também não há aulas, embora os meninos fiquem na escola, mas fica um quadro de confusão que não é normal para o desenvolvimento das atividades”, realçou.

Para o sindicalista, a provas ModA são “feitas à custa da sobrecarga de trabalho dos professores” e são testes “sem sentido nenhum naquilo que se poderá chamar a aferição do sistema”.

“Na prática são uma espécie de exames generalizados para todos os alunos. São provas que irão prejudicar o trabalho das escolas, criando instabilidade nas salas de uns professores com os alunos dos outros que estão implicados nas provas. Estas provas não têm sentido nenhum”, sublinhou.

As provas ModA realizam-se em formato digital, entre 19 de maio e 06 de junho, e serão classificadas por uma equipa de avaliadores do Instituto de Avaliação Educativa criada para o efeito.

Últimas do País

O dono de um bar em Vila do Conde foi hoje condenado a uma pena suspensa de três anos e nove meses pelos crimes de lenocínio, auxilio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.
A PSP deteve no último mês, na zona de Lisboa, quatro cidadãos brasileiros procurados pelas autoridades do Brasil por crimes de homicídio, tentativa de homicídio e roubo, que aguardam os processo de extradição, foi hoje divulgado.
Os episódios de calor extremo registados na última década agravaram a mortalidade em Portugal, em comparação com a década de 1990, sobretudo nas regiões do interior do país, com Trás-os-Montes a registar o maior aumento.
Os professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, segundo um estudo da OCDE, o que lhes permite lidar melhor com os desafios da sala de aula e fazer com que os alunos aprendam melhor.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o Governo está a pôr sobre o partido o ónus de um acordo sobre a reforma laboral no parlamento, apesar de não ter dado "nenhum passo" de aproximação.
Peso da imigração explica subida da natalidade em Portugal, com Lisboa a aproximar-se dos 50%.
Quase 330 doentes morreram, entre 2021 e 2025, à espera de cirurgia cardíaca disse hoje a secretária de Estado da Saúde Ana Povo, adiantando que a tutela vai publicar um despacho para a revisão das redes de referenciação.
O número de episódios de urgência nos hospitais baixou no inverno 2025/2026, mas aumentou o peso dos casos realmente urgentes (pulseira amarela) e o tempo médio de permanência na urgência voltou a subir após descer em 2024/2025.
Ataque em Oliveira do Bairro deixa duas pessoas em estado grave após vários disparos junto ao local de trabalho da vítima.
Um incêndio destruiu hoje duas casas de aprestos no porto da Ribeira Quente, no concelho açoriano da Povoação, e um homem teve de ser transportado para uma unidade de saúde, devido à inalação de fumos, revelou fonte dos bombeiros.