Ataque russo à Ucrânia na noite de sábado levou Força Aérea da Polónia a ativar recursos

A Força Aérea polaca ativou todos os recursos disponíveis no sábado à noite durante o ataque russo ao território ucraniano, uma vez que a ofensiva russa afetou territórios próximos da fronteira com a Polónia.

© Facebook de Volodymyr Zelensky

Em comunicado divulgado hoje na rede social X, o Comando Operacional das Forças Armadas Polacas informa que, “devido ao ataque da Federação Russa contra alvos localizados no território ucraniano, foram ativadas forças aéreas polacas e aliadas” na Polónia, país da União Europeia vizinho da Ucrânia.

De acordo com a mensagem, “todas as forças e recursos disponíveis” foram ativados.

O organismo militar citou “duplas de caças” e “sistemas terrestres de defesa aérea e reconhecimento por radar”.

Estas medidas procuravam “garantir a segurança nas áreas em redor das zonas ameaçadas”, especificou o organismo militar polaco.

Na noite de sábado para domingo, a Rússia realizou um ataque aéreo massivo contra a Ucrânia, fazendo um morto, um piloto ucraniano de F-16 em trabalho defensivo, e nove feridos, seis na cidade de Smila (centro) e três em Lyman (leste).

Entre as cidades ucranianas visadas pela Rússia estava Drohobych, a cerca de 80 quilómetros a sudoeste de Lviv, no oeste da Ucrânia e a apenas 100 quilómetros da fronteira entre a Polónia e a Ucrânia, informou a agência de notícias ucraniana Ukrinform.

A Rússia utilizou mais de 500 sistemas neste ataque, a maioria drones, embora também tenham sido incluídos mísseis balísticos e de cruzeiro.

“Durante quase toda a noite, os alarmes soaram em toda a Ucrânia, 477 drones, a maioria deles russo-iranianos ‘Shahed’, voaram sobre os nossos céus juntamente com 60 mísseis de vários tipos”, escreveu Volodímir Zelenski na sua conta na rede social X.

Moscovo “não vai parar enquanto tiver capacidade para lançar ataques massivos. Só esta semana foram lançados mais de 114 mísseis, mais de 1.270 drones e quase 1.100 bombas planadoras”, destacou o Presidente ucraniano.

Últimas do Mundo

O português escolhido para o Comité do Prémio Nobel da Fisiologia ou Medicina disse hoje à Lusa estar "muito contente" com esta eleição, que considerou ser um "reconhecimento da investigação" que tem desenvolvido nos últimos anos.
A esperança de vida à nascença aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, para 81,5 anos, na União Europeia (UE), após os recuos registados na pandemia de covid-19, divulga hoje o Eurostat.
Mais de 90 pessoas em 72 países foram detidas pela Interpol e 45 mil servidores e endereços na Internet bloqueados numa operação contra crimes informáticos, anunciou hoje a agência.
A Google anunciou hoje o lançamento do Groundsource, uma metodologia baseada em IA Gemini que transforma milhões de relatórios públicos em dados estruturados para prever desastres naturais, entre os quais inundações ou ondas de calor.
Espanha teve este ano os meses de janeiro e fevereiro com mais chuva em quase meio século, disse hoje a Agência Estatal de Meteorologia do país (Aemet).
Mais de metade (51%) dos cidadãos da União Europeia (UE) não utilizaram os transportes públicos em 2024, um número que aumenta para 68% entre os portugueses, indicou na quarta-feira o Eurostat, o gabinete de estatísticas da UE.
A Provedora de Justiça Europeia alertou hoje para um aumento na falta de transparência das instituições da União Europeia (UE), o que excluiu a participação dos cidadãos, admitindo poder ser necessário rever legislação sobre a matéria.
As grandes ondas de calor, como a que atingiu a América do Norte em 2021, desencadeiam efeitos ecológicos em cascata frequentemente desastrosos mas também por vezes subtis, afetando a maior parte das espécies animais, segundo um estudo publicado hoje.
O Serviço de Informações de Segurança (SIS) alertou hoje para uma campanha promovida por um Estado estrangeiro para ter acesso a dados de contas do ‘WhatsApp’ e de ‘Signal’ de governantes, diplomatas e militares.
A Europol avisou hoje que o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é atualmente considerado elevado, devido à guerra no Médio Oriente, e advertiu que o risco de ciberataques também deverá aumentar.