Liga dos Bombeiros apela à Proteção Civil que pague despesas mais rapidamente

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) apelou hoje à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) que seja mais célere a ressarcir as associações humanitárias pelas despesas com combustível e alimentação no combate aos incêndios florestais.

“As associações humanitárias estão a despender muito dinheiro e, portanto, estão a solicitar-nos que diligenciemos junto da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil […] para que possa avaliar essas despesas o mais rapidamente possível, começar a pagar e não estar a aguardar 20, 30 ou 40 dias”, disse, à Lusa, o presidente da LBP.

António Nunes explicou que, “quando há pequenos incêndios”, as associações humanitárias de bombeiros conseguem “acomodar nos seus orçamentos durante algum tempo” os gastos com fornecedores, mas não quando se trata de fogos florestais de grande dimensão, como os de Ponte da Barca, Arouca, Trancoso ou Vila Real.

O presidente da LBP escusou-se, contudo, a quantificar o montante que está em dívida, por estar a ser apurado.

“São alguns milhares”, assegurou, exemplificando que, se a referência for dez euros por almoço e outros tantos para jantar, para alimentar 2.000 bombeiros são necessários 40.000 euros por dia e 400.000 para dez dias.

A Lusa questionou hoje à tarde a ANEPC e aguarda resposta.

De acordo com a informação disponível na página na Internet desta autoridade, às 17:00 de hoje mais de 2.150 operacionais combatiam os seis maiores incêndios ativos em Portugal continental, apoiados por 682 viaturas e 23 meios aéreos.

Portugal está em situação de alerta devido ao risco de incêndio rural desde 02 de agosto.

Últimas do País

Mais de 400 casos registados em poucos dias. Período festivo volta a expor aumento da violência dentro de casa — com crianças entre as vítimas.
Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, na Amadora-Sintra, que serve 600 mil pessoas, funciona com apenas 14 especialistas. Atualmente, conta com apenas 14 médicos especialistas, metade dos 26 registados em 2025.
Os distritos de Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa vão estar no sábado e no domingo sob aviso laranja (o segundo mais grave) devido à previsão de agitação marítima, alertou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os portugueses têm hoje menos amigos do que há 10 anos e são os mais jovens e os mais pobres que convivem menos, revelou um estudo divulgado, esta sexta-feira, pelo ISCTE, que defende a necessidade de espaços públicos de convívio.
O líder do CHEGA critica falta de vagas nas creches e exige prioridade para pais trabalhadores. Ventura aponta responsabilidades ao PS e denuncia desigualdade no acesso às creches.
Conflito num apartamento na Marinha Grande termina em tragédia. Antigo autarca morto com golpe no peito. Suspeito atira-se da varanda e morre no local.
A Assembleia da República contratou o fundador do movimento ‘Eu voto’ e moderador no Observador por ajuste direto para “modernizar” imagem nas redes. Vasco Galhardo deverá receber 2.542 euros por mês para produzir conteúdos, sobretudo para as redes sociais. No total, arrecadará 15.252 euros (com IVA) pela prestação do serviço durante seis meses.
O ataque violento ocorreu dentro de um restaurante em Almada. Vítima, de 41 anos, foi transportada em estado grave após sofrer ferimentos abdominais severos. Suspeito, de 75 anos, foi detido no local.
Os distritos de Setúbal, Évora e Beja estão esta sexta-feira sob aviso amarelo, o primeiro de três níveis, devido à provável ocorrência de chuva intensa e formação de granizo, além de fortes rajadas de vento.
O CHEGA apresentou um projeto de lei no Parlamento que pretende alterar os critérios de acesso às creches financiadas pelo Estado, defendendo a introdução de um princípio de prioridade nacional na atribuição de vagas. O Parlamento travou essa prioridade.