CHEGA integra executivo de Sintra após acordo que “respeita vontade dos eleitores”

O CHEGA passou a integrar o executivo da Câmara Municipal de Sintra, na sequência de um acordo político que o presidente da autarquia, Marco Almeida, considera ser “um sinal de respeito pela vontade democrática dos sintrenses”.

© Folha Nacional

“Em democracia não há votos de primeira e votos de segunda. Todos os votos contam. Os sintrenses decidiram que tanto a coligação que liderei, como o Partido Socialista e o CHEGA, deveriam ter representantes no executivo municipal”, afirmou Marco Almeida, eleito pela coligação PSD/IL/PAN, citado pela agência Lusa, após a primeira reunião do novo executivo.

O acordo, que atribui competências a dois eleitos do CHEGA, surgiu depois de falharem as negociações com o PS, partido que também elegeu quatro vereadores. Marco Almeida sublinhou que o entendimento com o CHEGA foi alcançado “no quadro da legitimidade democrática” e com o objetivo de garantir estabilidade governativa e representação proporcional.

“Fiz a minha parte: falei com todos e desafiei todos. Houve quem aceitasse e quem não aceitasse. Este é o facto objetivo”, afirmou o autarca, destacando a abertura demonstrada pelo CHEGA para “colaborar em prol dos interesses do concelho”.

Apesar das divergências internas na Iniciativa Liberal, que retirou a confiança política à vereadora Eunice Baeta por discordar do acordo, Marco Almeida garantiu estar “tranquilo” e confiante de que “a decisão respeita os eleitores e fortalece a democracia local”.

O entendimento assinala uma nova fase na governação de Sintra, onde o CHEGA assume, pela primeira vez, responsabilidades executivas, reforçando a sua influência política e a legitimidade conquistada nas urnas.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer que Portugal leve à União Europeia e às Nações Unidas uma proposta para classificar o movimento Antifa como organização terrorista. A iniciativa deu entrada no Parlamento através de um projeto de resolução e coloca o tema da segurança e da violência política no centro do debate.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou Bruxelas de ser "símbolo de censura e ditadura" e salientou o papel do seu partido no combate à imigração ilegal em Portugal.
Meses depois das tempestades que deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país, continuam as dúvidas sobre como estão a ser atribuídos os apoios públicos. Quem recebeu? Quem ficou de fora? E com base em que critérios?
Décadas depois de terem servido Portugal em cenários de guerra, muitos Antigos Combatentes continuam a viver com pensões baixas e a lidar com as consequências físicas e psicológicas do serviço militar. Para o CHEGA, o apoio atualmente dado pelo Estado está longe de refletir esse sacrifício.
O líder do CHEGA aponta máximos históricos no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e acusa o Governo de encher os cofres à custa do aumento dos preços, enquanto famílias enfrentam um cabaz alimentar em máximos históricos.
Depois da saída precoce do enfermeiro, o Governo volta a nomear um responsável para a Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis (EMER 2030) sem ligação direta ao setor, mantendo a estrutura no centro da contestação política.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse hoje que “já tinha falado” com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sobre o impasse nas eleições dos órgãos externos e que “há dias” existia um acordo em relação à indicação dos candidatos.
Meses depois da passagem da tempestade Kristin, continuam visíveis os sinais de destruição em várias zonas florestais da região Centro do país. Árvores derrubadas, madeira acumulada e vastas áreas de mato e destroços continuam espalhadas pelo terreno, aumentando o risco de incêndios.
André Ventura apontou o dedo ao Governo e questionou a ausência de mudanças estruturais, num momento em que o país enfrenta pressão no custo de vida, nos combustíveis e no acesso à saúde.
A reforma antecipada de Mário Centeno passou de decisão interna do Banco de Portugal para tema central de escrutínio político, depois de o CHEGA ter exigido explicações no Parlamento. O foco está agora nos critérios, nos acordos internos e na transparência do processo.