Ventura considera que UGT está a ser “fortemente manipulada pelo PS”

O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que a União Geral de Trabalhadores (UGT) está a ser "fortemente manipulada pelo PS" no âmbito das alterações à lei laboral propostas pelo Governo PSD/CDS-PP.

© Folha Nacional

“Eu fico com a sensação clara que a UGT está a ser fortemente manipulada pelo PS. Francamente. Lamento dizer isto assim, mas fico com a sensação que não está preocupada com a defesa dos trabalhadores, não está preocupada com a defesa das mães, não está preocupada com os despedimentos, está preocupada com fazer a vontade ao PS. E isso custa”, criticou André Ventura.

O presidente do CHEGA falava aos jornalistas à margem de uma visita que fez hoje, como candidato às eleições presidenciais, às instalações da Polícia Municipal de Sintra, na freguesia de Algueirão Mem-Martins, altura em que adiantou que membros do seu partido estiveram hoje reunidos com representantes da UGT.

Ventura, que defendeu que o PS “não deve instrumentalizar os sindicatos para aquilo que quer”, disse ter ficado convencido de que a UGT “está simplesmente a ser manobrada” pelos socialistas.

“É que já tínhamos a CGTP manobrada pelo PCP, agora temos a UGT manipulada pelo PS. E assim não há nenhum debate sobre os trabalhadores. Assim, isto é uma luta de chicana política em que a esquerda está a tentar ganhar agora o que não ganhou no dia 18 de maio”, acusou.

O presidente do CHEGA disse ter “o respeito pela UGT”, mas insistiu na crítica, considerando que é algo “muito negativo”.

André Ventura afirmou ainda que o seu partido não vai permitir “nenhuma reforma laboral que tire direitos aos trabalhadores”.

“Nem às mães, nem aos trabalhadores, nem vamos permitir despedimentos de qualquer maneira, isso é claro”, acrescentou.

As centrais sindicais CGTP-IN e UGT convocaram uma greve geral para o próximo dia 11 de dezembro em protesto contra o anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral, que ainda será apresentado e votado na Assembleia da República.

Entre as alterações contidas no anteprojeto do Governo de revisão da legislação laboral estão a extensão da duração dos contratos a prazo, o regresso do banco de horas individual, o fim do travão à contratação externa após despedimentos, a revisão das licenças parentais e o reforço dos serviços mínimos obrigatórios em caso de greve.

Últimas de Política Nacional

Os requerimentos, apresentados pelo CHEGA, JPP e PS, foram aprovados hoje por unanimidade na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação (CIMH).
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, acusou hoje Luís Marques Mendes de criar "fumaça" sobre o Orçamento do Estado para 2027 por estar "desesperado" e a "descer nas sondagens".
O candidato presidencial André Ventura considerou hoje que o Presidente da República tem legitimidade para dizer ao Governo "para onde é que tem de ir" em diferentes políticas e áreas da sociedade.
O candidato presidencial e líder do CHEGA acusou o primeiro-ministro e presidente do PSD de querer uma "marioneta" em Belém ao apelar ao voto em Marques Mendes e de estar "com medo" da sua candidatura.
Diplomacia, poder e vida pessoal cruzam-se em Budapeste: Maria Cristina Castanheta, companheira de Henrique Gouveia e Melo, foi nomeada embaixadora de Portugal na Hungria, numa decisão já validada por Belém e pelo Governo e que surge em pleno arranque da corrida presidencial.
Apesar de ter ficado provado o arremesso de objetos, incluindo pedras e garrafas, e de um jornalista ter sido ferido, o Ministério Público concluiu que não existem indícios suficientes para levar a julgamento os manifestantes não identificados.
O Supremo Tribunal de Justiça anulou as medidas de coação agravadas aplicadas pela Relação de Lisboa no processo de corrupção da Madeira, considerando que os factos invocados não sustentavam qualquer limitação à liberdade dos arguidos. Pedro Calado e dois empresários regressam ao simples Termo de Identidade e Residência.
André Ventura defendeu que um Presidente da República não deve interferir em processos judiciais concretos e acusou os candidatos da esquerda de já terem “chegado a um acordo” político que escondem do eleitorado.
O Líder do CHEGA elogia o diagnóstico de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o país, mas deixa o alerta: “Portugal não precisa de análises, precisa de ação”.
O Presidente da Assembleia da República (PAR) criticou hoje o ambiente de “desconfiança permanente” sobre os políticos e, a propósito das presidenciais, reservou um eventual processo de revisão constitucional para o órgão competente: o Parlamento, cujos trabalhos dirige.