Dino d’Santiago mandatário de Marques Mendes. Quer mudar o hino nacional porque “não devíamos marchar contra os canhões”

A escolha de Luís Marques Mendes para mandatário da Cultura, Diversidade e Inclusão está a gerar críticas. Dino d’Santiago, o músico que o candidato considera “a pessoa magnífica e mais indicada” para o cargo, volta a estar no centro da polémica. Desta vez não apenas pelas declarações em que defendeu a substituição do hino nacional, mas também pelo historial de financiamentos públicos que envolveram 1,6 milhões de euros.

© D.R

A nomeação foi divulgada através de uma videochamada publicada pelo próprio músico, onde Marques Mendes surge a pedir a “bênção” ao pai de Dino para oficializar a escolha.

A polémica reacendeu-se quando se recordaram as declarações do artista durante a comemoração dos 50 anos do Expresso. Nessa ocasião, Dino d’Santiago propôs que Portugal abandone versos como “às armas, às armas” e “contra os canhões”, defendendo um hino “menos bélico, que incentive menos às guerras”.

A sugestão, que teve na altura forte contestação pública, regressou agora ao debate político por se cruzar com a função que Marques Mendes lhe atribuiu. Várias vozes questionam a coerência de entregar a pasta da Cultura de uma candidatura presidencial a alguém que defende a substituição de um dos símbolos mais consensuais do Estado português.

A escolha torna-se ainda mais controversa devido à investigação pública que revelou que Dino d’Santiago recebeu cerca de milhões de euros de dinheiros públicos entre 2021 e 2025, através da empresa Batuku Roots e da associação Mundu Nôbu.

Grande parte deste financiamento veio da Câmara Municipal de Lisboa, em contratos e subsídios que, embora legais, suscitaram críticas devido à falta de transparência e à quase inexistência de informação pública sobre a gestão interna da associação.

A campanha de Marques Mendes enfrenta agora pressão adicional: explicar por que razão escolheu uma figura contestada para representar a Cultura, precisamente numa das áreas em que a transparência e o rigor na gestão pública estão sob maior atenção.

Últimas de Política Nacional

O requerimento do CHEGA para ouvir presencialmente o coordenador operacional do INEM no Norte, Miguel Ângelo Santos, foi chumbado na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM com votos contra de PS e PSD.
Após um confronto com a vice-presidente do Parlamento, Teresa Morais, o líder do CHEGA, André Ventura, decidiu abandonar o hemiciclo, acompanhado por toda a bancada do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu no Parlamento que o debate sobre racismo em Portugal está marcado por critérios diferentes consoante os casos, alertando para o que considera ser uma aplicação seletiva do conceito na sociedade, no desporto e no sistema político.
A audição na comissão de inquérito ao INEM expôs fragilidades nos sistemas informáticos da emergência médica. Confrontada pelo deputado do CHEGA, Pedro Frazão, a antiga responsável dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) reconheceu que os sistemas são antigos e que poderia ter havido maior intervenção.
O Ministério Público decidiu arquivar o processo que levou ao levantamento da imunidade parlamentar do deputado do CHEGA João Ribeiro. A decisão concluiu que não existem indícios que justifiquem a continuação da investigação.
O presidente do CHEGA, André Ventura, questionou o Governo sobre a resposta do Estado a portugueses que se encontram em zonas de conflito, defendendo que o Executivo deve garantir proteção e eventual repatriamento dos cidadãos nacionais em territórios afetados pela guerra.
O grupo parlamentar do CHEGA questionou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, sobre o encerramento das urgências de obstetrícia dos hospitais do Barreiro e de Vila Franca de Xira, através de uma pergunta parlamentar entregue na Assembleia da República.
O primeiro-ministro regressa esta quarta-feira ao Parlamento para um debate quinzenal que será aberto pelo PS e deverá ficar marcado pelo conflito com o Irão e as condições de utilização pelos EUA da Base das Lajes.
De acordo com os números mais recentes, a conta oficial do partido liderado por André Ventura soma mais de 91.500 seguidores, superando os cerca de 90.900 da IL. Logo atrás surgem o PSD, com 70.400 seguidores, e o PS, com 62.900.
O líder do CHEGA defende a reposição do mecanismo de desconto fiscal sobre os combustíveis, criado em 2022 para mitigar o impacto da guerra na Ucrânia. André Ventura acusa as petrolíferas de acumularem lucros em períodos de instabilidade internacional e pede medidas imediatas para aliviar o preço.