Em Ourém, André Ventura voltou a afirmar-se como o único candidato capaz de liderar todo o espaço da direita, assumindo que não abdica de princípios para conquistar votos. O líder do CHEGA traçou um paralelo com Freitas do Amaral em 1986, mas marcou distância: “Prefiro manter os princípios, mesmo que isso custe votos”, afirmou.
Comentando as sondagens, Ventura disse querer alargar o apoio para lá do eleitorado do CHEGA, apontando aos eleitores da AD que não se revêem na candidatura de Marques Mendes. Ainda assim, evitou eleger um adversário direto, garantindo que “o maior adversário” é ele próprio.
O candidato presidencial aproveitou a ação de campanha para atacar Henrique Gouveia e Melo, criticando as ligações a figuras como Isaltino Morais e Rui Rio, e não resistiu a uma ironia: “O barco dele vai por baixo, o meu vai por cima”.
Questionado sobre a campanha, Ventura prometeu total transparência, garantindo que todos os donativos serão divulgados publicamente e desafiando os restantes candidatos a fazer o mesmo.