APA tem dois dias para preparar albufeiras para “semana muito complicada”

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) reconheceu hoje que tem os próximos dois dias para preparar as albufeiras para a próxima semana, que será "muito complicada" face à previsão de chuva em todo o território continental.

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“Vamos ter uma semana muito complicada e temos dois dias, que é a nossa janela de tempo, para nos prepararmos para esta semana muito difícil”, referiu José Pimenta Machado, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.

Segundo adiantou, no sábado e parte de domingo, altura em que não está prevista grande precipitação, serão preparadas as albufeiras para ganharem encaixe, tendo em conta os picos de chuva previstos para segunda, quarta e quinta-feiras.

“Nestes dias vamos provocar pequenas cheias para não termos uma cheia descontrolada”, salientou o presidente da APA, adiantando que isso será feito numa gestão articulada com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Proteção Civil e os municípios.

O IPMA prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.

José Pimenta Machado admitiu que as previsões para a próxima semana são preocupantes, tendo em conta a “sequência de várias tempestades sucessivas” que têm atingido o país, assim como a situação dos solos que estão “completamente saturados” neste momento.

O responsável da APA referiu ainda que o degelo da neve que se depositou na Serra da Estrela vai resultar em “mais água para o Mondego e para o Zêzere, que é mais uma dificuldade adicional”.

Além disso, os incêndios de agosto e setembro, que afetaram a zona centro, fizeram com que os solos não tenham vegetação suficiente para reter a água, salientou José Pimenta Machado, que considerou que “correu bem” a grande maioria das situações de controlo das albufeiras para minimizar cheias nos últimos dias.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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