A posição foi assumida por André Ventura, líder do CHEGA, que reagiu às revelações sobre cláusulas contratuais onde são reconhecidas limitações no conhecimento dos efeitos a longo prazo e da eficácia das vacinas.
“Há muito tempo que desconfiava que a gestão de vacinas contra a Covid-19 foi fraudulenta e trouxe riscos severos para a população portuguesa. Darei, por isso, indicações ao grupo parlamentar do CHEGA para que se imponha, no Parlamento, uma investigação profunda sobre o tema, doa a quem doer!”, afirmou o líder do partido.
Em causa estão contratos assinados entre 2020 e 2022 com várias farmacêuticas, nos quais é admitido que os efeitos a longo prazo das vacinas não eram totalmente conhecidos à data da sua utilização. Alguns desses acordos previam ainda que eventuais indemnizações por efeitos adversos recaíssem sobre o Estado português.
Apesar disso, durante a pandemia, o discurso oficial das autoridades políticas e de saúde transmitiu uma mensagem de confiança na segurança e eficácia das vacinas, incentivando a adesão generalizada da população.
Dados do Infarmed indicam que foram registadas dezenas de milhares de notificações de reações adversas em Portugal, incluindo casos classificados como graves, embora as autoridades sublinhem que essas notificações não estabelecem automaticamente uma relação direta com a vacinação.
Perante este contexto, o CHEGA defende que é necessário apurar responsabilidades e esclarecer o que considera serem contradições entre o conteúdo dos contratos e a comunicação pública feita à população.