Lagarde defende que taxas de juro devem permanecer num nível elevado

A inflação na zona euro pode baixar e chegar ao objetivo de 2% se as taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) se mantiverem altas durante algum tempo, afirmou hoje a presidente da entidade, Christine Lagarde.

©facebook.com/christinelagarde

“Mantê-los [em níveis altos] por tempo suficiente vai contribuir para baixar a inflação”, insistiu Lagarde em declarações ao Financial Times (FT), sem adiantar qualquer prazo.

“Estamos num nível em que cremos que, se for mantido durante tempo suficiente (…) nos levará ao objetivo de 2% a médio prazo”, referiu, num evento organizado pelo jornal.

“Não é algo que possa ser alterado nos próximos trimestres. O ‘tempo suficiente’ tem que ser suficientemente longo”, salientou.

Na sua última reunião, o BCE deixou as taxas de juro inalteradas, após 10 subidas consecutivas para controlar a elevada taxa de inflação e alguns analistas chegaram a perspetivar que o próximo passo poderia ser um corte no preço do dinheiro.

No entanto, Lagarde alertou que ainda há riscos para a inflação caso haja outro “choque” no setor energético.

O recuo da taxa de inflação para 2,9% [em outubro] “não pode ser considerado um dado adquirido”, disse Lagarde e acrescentou que a recente queda da inflação impulsionada por uma redução dos preços da energia “provavelmente não continuará”.

Após a reunião de 26 de outubro, a presidente do BCE já tinha considerado “prematuro” discutir um corte nas taxas de juro.

“Discutir cortes é totalmente prematuro neste momento”, afirmou Lagarde, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do banco central que deixou as taxas de juro inalteradas pela primeira vez desde julho de 2022.

A taxa de depósitos ficou em 4%, enquanto a principal taxa de juro de refinanciamento se manteve em 4,5% e a taxa aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez permaneceu em 4,75%.

Últimas de Economia

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.240 euros por metro quadrado em julho, mais 12 euros do que no mês anterior e 15,2% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Presidente do CHEGA quer saber quantas pessoas acumulam salários e pensões, quantas reformas ultrapassam os 5000, 8000 e 15 mil euros e quanto foi pago em suplementos. Ventura rejeita qualquer caminho para cortes nas pensões e anunciou um projeto de resolução para uma auditoria à Segurança Social.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o Governo de roubar os portugueses nos combustíveis ao cobrar “um imposto ilegal”, a contribuição rodoviária, e revelou que o partido vai chamar o ministro das Finanças ao Parlamento.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2.021 euros na gasolina 95 simples e 2.115 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.
Quase dois milhões de euros por dia chegaram à Infraestruturas de Portugal em 2025 através do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos. A verba corresponde à antiga Contribuição de Serviço Rodoviário, considerada incompatível com o direito europeu em 2022.
O presidente do CHEGA contesta as conclusões do relatório sobre a Segurança Social e expõe o Governo de estar a preparar o debate para reduzir pensões ou travar futuros aumentos. Partido mantém a proposta de baixar a idade da reforma.
O preço dos combustíveis para transporte privado subiu 16,9% na União Europeia em julho, face ao mesmo mês de 2025, com Portugal a registar uma subida na ordem dos 16,7%, segundo dados do Eurostat.
Quem entra agora no mercado de trabalho poderá chegar a 2065 com uma pensão equivalente a apenas 70,3% do salário de referência. Especialistas antecipam “perdas significativas” em todos os níveis salariais.
A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação voltou a subir para 3,135% em julho, depois de também ter aumentado em junho, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).