André Ventura pede demissão das ministras da Saúde e da Administração Interna

O presidente do CHEGA, André Ventura, pediu hoje a demissão das ministras da Saúde e da Administração Interna, considerando que são dois “ativos tóxicos” do Governo.

© Folha Nacional

Em Braga, durante a inauguração da nova sede local do CHEGA, André Ventura advertiu o primeiro-ministro que, se mantiver aquelas governantes no cargo, estará a provocar uma “maior deterioração” da base parlamentar de apoio ao executivo.

“Depois não venha a queixar-se de que perdeu todo o apoio parlamentar e de que já não tem caminho para andar porque são estas atitudes de arrogância, de prepotência e de indiferença face ao sofrimento que estão a causar e que estão a levar a esta destruição do apoio político e parlamentar. Portanto, sim, nós achamos que esses dois governantes são tóxicos e devem sair”, reforçou.

Em relação à ministra da Saúde, Ventura aludiu às alegadas 11 mortes associadas a atrasos no atendimento do INEM.

“Se nem 11 mortos levam uma ministra a ter a noção da fragilização política em que está e a pedir a demissão, então eu já não sei o que é que pode [levá-la a pedir a demissão]”, criticou.

Sobre a ministra da Administração Interna, o líder do CHEGA edisse “desautorizou diretamente” o primeiro-ministro na matéria da greve das forças de segurança e acusou-a de “não estar ao lado das polícias” na questão da violência e do vandalismo na Grande Lisboa.

“Temos uma ministra que não assume as falhas que o Governo teve nessa matéria, nem nos diz o que é que vai fazer no futuro para as evitar. Não se combate o vandalismo ficando ao lado dos vândalos, combate-se o vandalismo ficando ao lado das forças de segurança e das forças da autoridade”, defendeu.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA disse que tentou “até à última hora” um consenso com o Governo sobre a lei laboral, e rejeitou que o chumbo da proposta tenha sido “cálculo político”.
André Ventura levou ao debate quinzenal 47 páginas de propostas para alterar a reforma laboral, defendendo o regresso dos 25 dias de férias, a valorização de quem trabalha por turnos e uma revisão das regras de acesso aos apoios sociais.
O líder do CHEGA anunciou esta terça-feira que a reunião que teve com o primeiro-ministro sobre as alterações à lei laboral terminou sem acordo e indicou que o partido e o Governo vão "continuar a trabalhar" nas próximas horas.
O presidente do CHEGA, André Ventura, confirmou hoje que vai voltar a reunir-se com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, sobre a reforma laboral e pediu um compromisso escrito em relação à idade da reforma.
O Parlamento vota hoje uma lista conjunta PSD, CHEGA e PS para a eleição de quatro novos juízes candidatos ao Tribunal Constitucional (TC) e também a candidata proposta pelos socialistas para provedora de Justiça, Luísa Neto.
O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".