Bruxelas pede à UE planos para países eliminarem importações de gás e petróleo russos

A Comissão Europeia pediu hoje aos Estados-membros da União Europeia (UE) que submetam, até março de 2026, planos nacionais para eliminação gradual das importações de gás russo, visando abandonar os combustíveis fósseis da Rússia até final de 2027.

© D.R.

“Os Estados-membros terão de apresentar planos de diversificação com medidas e marcos específicos para a eliminação progressiva das importações de gás e petróleo russos”, indica o executivo comunitário numa proposta hoje apresentada à imprensa à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo.

Com vista a eliminar gradualmente as importações diretas e indiretas de gás e petróleo russo e a evitar potenciais dependências energéticas da UE, o executivo comunitário pede não só estes planos nacionais com marcos precisos, como também medidas dos países para eliminar todas as importações restantes, com vista à cessação total em dois anos.

O objetivo é que, até final de 2027, se acabem com as importações de energia russa para “pôr fim à exposição da UE a riscos de mercado e de segurança económica devido à dependência de combustíveis fósseis russos, reforçando assim a independência energética e a competitividade da União”, adianta a Comissão Europeia em comunicado.

Segundo o previsto, a importação de gás russo ao abrigo de novos contratos será proibida a partir de 01 de janeiro de 2026, enquanto as importações ao abrigo de contratos de curto prazo existentes cessarão até 17 de junho de 2026.

Exceto no caso de gás canalizado fornecido a países sem acesso ao mar e cobertos por contratos de longo prazo, cujos contratos serão permitidos até ao final de 2027.

Já as importações ao abrigo de contratos de longo prazo terminarão até ao final de 2027.

A posição surge depois de, no início de maio, a Comissão Europeia ter apresentado um roteiro para a UE para eliminar gradualmente as importações de energia russas, no qual a instituição propõe a cessação de todas as restantes importações de gás russo até ao final de 2027.

O roteiro prevê ainda uma retirada gradual do petróleo e da energia nuclear russos dos mercados da UE, bem como a aposta no GNL, quando atualmente a Noruega e os Estados Unidos são os principais fornecedores ao espaço comunitário.

Em 2024, a UE importou mais de 100 mil milhões de metros cúbicos de GNL e, a partir deste ano, prevê-se que a oferta mundial aumente rapidamente, enquanto a procura de gás deve diminuir.

Dados da Comissão Europeia dão conta de que as importações de gás (tanto GNL como gasoduto) da Rússia para a UE diminuíram de 45% em 2021 para 19% em 2024, com as projeções a apontarem para uma nova descida para 13% em 2025 devido ao fim do trânsito através da Ucrânia.

Porém, no ano passado, a UE ainda importou 52 mil milhões de metros cúbicos de gás russo (32 mil milhões de metros cúbicos através de gasodutos e 20 mil milhões de metros cúbicos através de GNL), bem como 13 milhões de toneladas de petróleo bruto e mais de 2.800 toneladas de urânio equivalente enriquecido ou sob a forma de combustível.

Devido à guerra da Ucrânia causada pela invasão russa em fevereiro de 2022, a União avançou com sanções como a proibição das importações de carvão russo para a UE e do recarregamento de cargas em portos europeus que transportem GNL da Rússia.

Isso levou a que as importações de petróleo da Rússia também tenham baixado, de 27% no início de 2022 para 3% atualmente.

No que diz respeito ao setor nuclear, as empresas que ainda usam reatores russos têm optado por fornecedores alternativos.

Cabe agora ao Parlamento Europeu e ao Conselho adotar esta proposta.

Últimas do Mundo

As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.