Plano do CHEGA para imigração: centros de deportação e vigilância apertada aos apoios

O líder do CHEGA quer ver plasmada no Orçamento do Estado para 2026 a criação de centros de deportação, uma polícia de fiscalização de subsídios e o suplemento aos polícias da Unidade de Estrangeiros e Fronteiras.

© Folha Nacional

Numa conferência de imprensa na sede em Lisboa, André Ventura recusou usar a expressão “linhas vermelhas” sobre estas três medidas, mas considerou que se trata do “corolário óbvio” daquilo que foi aprovado na véspera no parlamento, em sede de especialidade, no tema da imigração e da lei dos estrangeiros, que disse ser resultante de “um entendimento” com a AD.
“Nós temos perfeita consciência de que algumas destas propostas têm implicações orçamentais e o CHEGA obviamente não se comprometeu, nem poderia, com o próximo Orçamento do Estado, mas o princípio que temos hoje é de um caminho que está a ser feito para garantir que todas estas matérias têm também concretização orçamental”, referiu.
Na opinião do líder do CHEGA, “seria um pouco ingénuo fingir” que estas alterações não terão “implicações na redação e na construção do próximo Orçamento do Estado para o próximo ano”.
“Isto significa que o CHEGA está vinculado a este Orçamento do Estado? Bom, eu não usaria essa expressão, mas o CHEGA está responsavelmente empenhado em garantir que este Orçamento do Estado vai mesmo concretizar estas mudanças que chegámos a acordo”, enfatizou.
Afirmando que “o Governo encontrará no CHEGA um partido firme nas suas convicções”, Ventura avisou que “vai querer ver concretizadas e plasmadas estas realidades no Orçamento do Estado”, acrescentando que deu “três exemplos para que ficassem claros”.
“A criação de uma polícia de fiscalização de subsídios, a atribuição de suplemento aos polícias da nova Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras, na PSP, e a criação de centros de deportação no país são estas três medidas e são “matérias de impacto orçamental”, assumiu.

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, considerou que só perderá a segunda volta das eleições presidenciais "por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita".
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, pediu no domingo aos eleitores para que “não tenham medo da mudança” e disse ser uma “escolha segura” para o país, ao contrário do socialista António José Seguro.
António José Seguro e André Ventura foram os vencedores da primeira volta das presidenciais de domingo, marcando presença na disputa de 08 de fevereiro, numa eleição em que Luís Marques Mendes registou para o PSD o pior resultado de sempre em atos eleitorais.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que irá agregar a direita a partir de hoje, face às projeções que indicam uma segunda volta das eleições entre o líder do CHEGA e António José Seguro, apoiado pelo PS.
O secretário-geral do CHEGA, Pedro Pinto, hoje que o país está perante “uma noite histórica” e manifestou-se confiante na passagem de André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais contra António José Seguro.
A influência às urnas para a eleição do próximo Presidente da República situava-se, até às 16h00 de hoje, nos 45,51%, segundos dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou nas últimas eleições.
O candidato presidencial e líder do CHEGA, André Ventura, hoje que a campanha pôde ter sido mais esclarecedora mas apelou aos portugueses para que se mobilizassem e aproveitassem o “dia fantástico” para votar.
Mais de 11 milhões de candidatos são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com registo de 11 candidatos.
O candidato presidencial apoiado pelo Chega disse hoje esperar que os líderes do PSD e IL “não sejam pelo menos um obstáculo” a uma vitória sua “que impeça o socialismo” de regressar ao Palácio de Belém.