ONU denuncia morte de mais de 500 trabalhadores humanitários em Gaza

Mais de 500 trabalhadores humanitários morreram em Gaza desde a "escalada das hostilidades", disse hoje Ramesh Rajasingham, chefe do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), ao Conselho de Segurança.

© Facebook da United Nations

“Um marco sombrio foi ultrapassado na comunidade humanitária”, declarou o responsável ao participar na reunião extraordinária do Conselho de Segurança convocada pelos seus membros europeus, Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia e Eslovénia, para discutir o novo plano de Israel para a ocupação militar na Palestina.

O representante do OCHA declarou-se “extremamente preocupado com o conflito prolongado e o aumento do custo humano que provavelmente ocorrerá após a decisão do governo israelita de expandir as suas operações militares em Gaza”.

Israel planeia deslocar todos os civis da Cidade de Gaza até 07 de outubro de 2025, afetando quase 800 mil pessoas, alertou Miroslav Jenča, subsecretário-geral da ONU para a Europa, Ásia Central e Américas, citando relatos dos meios de comunicação israelitas.

O responsável alertou para os riscos após a notícia, na sexta-feira, de que o Gabinete de Segurança israelita endossou um plano militar do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para ocupar a Cidade de Gaza, no norte do enclave.

“A última decisão do Governo israelita ameaça iniciar outro capítulo terrível neste conflito, com potenciais consequências para além de Israel e do território palestiniano ocupado”, disse Miroslav Jenča no seu discurso.

Enquanto decorria a reunião extraordinária, Benjamin Netanyahu garantiu numa conferência de imprensa em Jerusalém que Israel lançará “muito em breve” a sua ofensiva contra a Cidade de Gaza e os campos de refugiados no centro e sul do enclave, que considera os dois últimos bastiões do Hamas na Faixa de Gaza.

O embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, afirmou na sexta-feira que mais de 60 mil palestinianos, “a maioria crianças e mulheres”, foram mortos desde 7 de outubro de 2023.

Últimas do Mundo

A Comissão Europeia afirmou hoje que não há riscos imediatos no abastecimento de gás para a União Europeia, mas avisou que a guerra no Médio Oriente vai ter “consequências a longo prazo” no fornecimento dessa fonte de energia.
Várias plataformas digitais garantiram que vão continuar a rastrear conteúdos de abuso sexual de crianças 'online', apesar do fim, no dia 03 de abril, do regime europeu que enquadrava legalmente a deteção e denúncia destes conteúdos.
Nove embarcações chegaram em menos de um mês e centros já estão no limite. Autoridades admitem cenário crítico e temem agravamento nos próximos dias.
O regime europeu que permite detetar o abuso sexual de crianças 'online' termina hoje, ficando todas as plataformas tecnológicas proibidas de rastrear e denunciar imagens ou conversas com este tipo de conteúdo, “uma página negra” para os direitos das crianças.
A autoridade anticorrupção e a polícia de Hong Kong anunciaram hoje a detenção de 42 pessoas por suspeita de infiltração de organizações criminosas em projetos de manutenção de edifícios residenciais.
A Convenção para a conservação das espécies migratórias (CMS) da ONU aprovou hoje a inclusão de 40 novas espécies sob proteção internacional, no decurso da sua 15.ª reunião (COP15), no Brasil.
A Nestlé indicou que cerca de 12 toneladas de KitKat, equivalentes a 413.793 chocolates, com destino à Europa, foram roubados esta semana após terem saído da fábrica, em Itália.
A Comissão Europeia iniciou esta sexta-feira processos de infração a vários Estados-membros, incluindo Portugal, por falhas na transposição de três diretivas fundamentais para a economia, o setor bancário e a justiça.
A participação de atletas em provas femininas dos Jogos Olímpicos vai ficar condicionada à realização de um exame genético, a partir de Los Angeles2028, o que excluirá as mulheres transgénero, anunciou esta quinta-feira o Comité Olímpico Internacional (COI).
Uma em cada seis crianças e jovens no mundo não têm acesso à escola, segundo um relatório da Unesco divulgado hoje que aponta para 273 milhões excluídos da educação.